sábado, 5 abril 2025

Varejo fecha quase 300 empresas

O comércio varejista das cidades da base do Sincomercio (Sindicato dos Lojistas e do Comércio Varejista de Americana, Nova Odessa e Santa Bárbara d’Oeste) fechou 292 estabelecimentos entre 2013 e 2017, segundo o setor econômico da entidade. O número de empresas no setor, ao final do ano passado, foi o menor desde a crise econômica do final da década passada. Os dados são da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho.

 

O pico de estabelecimentos ativos ocorreu em 2013, quando Americana, Nova Odessa e Santa Bárbara d’Oeste somavam 4.267 empresas do comércio varejista. O número veio caindo ano após ano, finalizando 2017 com 3.975 lojas, queda de 6,8%. O valor é o mais baixo desde 2010, quando havia 3.891 estabelecimentos na região, ainda reflexo da crise econômica mundial que teve início em 2008.

 

O número de postos de trabalho no varejo teve seu auge em 2014, quando o ano terminou com 25.495 vagas. Os empregos, assim como a quantidade de empresas, também diminuiu, e 2017 encerrou com 23.298 vagas no setor, queda de 8,6% em relação ao pico. O resultado também foi o pior desde 2010.

 

Ainda segundo o Sincomercio, comparado ao pico de 2013, o número de postos de trabalho na região, somados todos os setores da economia, caiu quase 10% em 2017, fechando 14.475 vagas. O segmento que teve o pior desempenho foi a Indústria, perdendo mais de 10 mil empregos.

 

Em relação a estabelecimentos, o melhor resultado foi o do setor de Serviços, que encerrou o ano passado com 112 vagas a mais que o auge, em 2014.

 

INDÚSTRIA
Além do impacto negativo no comércio varejista, as demissões na indústria continuam em ritmo crescente na região. Pesquisa mensal do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Americana, que engloba também Nova Odessa e Cosmópolis, apontou para resultado negativo de 1,58% em agosto. Isso significa que, naquele mês, houve queda de aproximadamente 500 postos de trabalho entre as cerca de 3.500 indústrias dos mais variados segmentos que integram a base.

 

Se forem contabilizados os oito primeiros meses de 2018, o saldo acumulado é de -5,06%, representando 1.750 demissões a mais do que contratações.

 

Caso o período analisado seja de agosto de 2017 a agosto de 2018, a queda é ainda maior: saldo negativo de 10,19%, ou aproximadamente 3.700 postos de trabalho a menos, de acordo com o Ciesp.

 

Só no setor têxtil (tecelagens, fiação, malharias, lavanderias, etc.), que emprega mais da metade (53%) dos trabalhadores das indústrias dessa região, a queda no nível de emprego nos últimos 12 meses alcança 19,89%. Situação ainda mais trágica é verificada no segmento de “Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos”, onde a variação acumulada de agosto de 2017 a agosto de 2018 é de -32,23.
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