Domingo, 28 Novembro 2021

Outubro Rosa: boa alimentação é aliada

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Outubro Rosa: boa alimentação é aliada

A doença está relacionada não só à predisposição genética, como também à influência de fatores externos como a má alimentação, o consumo de álcool, a inatividade física, entre outros 

(Foto: Pexels/ Luis Kuthe)

Estamos no mês da campanha Outubro Rosa, de conscientização sobre o câncer de mama, criada no início da década de 90, nos Estados Unidos. Hoje, sabe-se que a doença está relacionada não só à predisposição genética, como também à influência de fatores externos como a má alimentação, o consumo de álcool, a inatividade física, entre outros.

Segundo pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apresentada no seminário virtual de abertura da campanha deste ano, em 2020, cerca de oito mil casos de câncer de mama no Brasil tiveram relação direta com os fatores comportamentais citados, incluindo excesso de peso e não amamentação. O número representa 13% dos 64 mil casos novos da doença em mulheres com 30 anos ou mais, em todo o País. O levantamento faz parte de um estudo mais amplo que estimou o impacto desses hábitos ruins nos casos de câncer de 2020, e nos gastos do SUS, em 2018.

"De maneira geral, ter uma alimentação saudável e equilibrada, ser fisicamente ativo, manter o peso corporal adequado e evitar bebidas alcoólicas ajudam na prevenção", explica a nutricionista e mestre em Ciências da Saúde, Isabela Bernasconi, profissional vinculada ao Hospital da PUC-Campinas.

"Castanhas, amêndoas, amendoim, amêndoa de bauru, gergelim e sementes como a de girassol e de abóbora são alimentos protetores, que devem ser incluídos na rotina alimentar. Estes alimentos também inibem a entrada de compostos cancerígenos nas células, além de ajudar a 'reconstruir' o DNA danificado quando a agressão já se iniciou", orienta a especialista.

E especiarias como o açafrão, a cúrcuma, a pimenta, canela, cravo, gengibre, alho e outros são ricos em flavonóides, substâncias antioxidantes, anti-inflamatórias e antivirais, que ajudam na prevenção de infeções respiratórias, urinárias, inflamações reumáticas e no fortalecimento do sistema imunológico. Porém, dificilmente conseguimos suprir a quantidade necessária com o uso desses alimentos na forma de temperos, de acordo com Isabela Bernasconi. "Mesmo assim, o uso deles é importante dentro do conjunto de ações para mantermos uma dieta saudável".

Outro cuidado é fugir dos alimentos ultraprocessados, prontos para consumir, além de evitar bebidas açucaradas e alimentos ricos em sal, como os embutidos, enlatados e os temperos prontos. "O excesso de sal e açúcar promove ganho de peso e fornece poucas fibras, vitaminas e minerais. Esses alimentos também contém conservantes e corantes, que podem ter substâncias tóxicas ao organismo, ajudando no desenvolvimento de várias doenças, como o câncer", informa.

Em 2019, segundo o Inca, o Brasil registrou mais de 18 mil mortes por câncer de mama, sendo o principal tipo da doença que leva mulheres a óbito. 

 

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