domingo, 25 janeiro 2026
PIRACICABA

Corredor de Humor Caipira propõe debate ambiental por meio da arte e do humor

Segundo o produtor cultural Rafael Bitencourt, o projeto surge da necessidade de tornar a discussão ambiental mais acessível ao público
Por
Diego Rodrigues

A exposição Corredor de Humor Caipira, apresentada no segundo semestre de 2025 no Engenho Central de Piracicaba, teve sua proposta e repercussão registradas em um minidocumentário que amplia o alcance da mostra para além do período expositivo. O audiovisual é uma produção do projeto Corredor Caipira: Conectando Paisagens e Pessoas, iniciativa voltada a ações ambientais, socioambientais, educativas e de comunicação.

Segundo o produtor cultural Rafael Bitencourt, o projeto surge da necessidade de tornar a discussão ambiental mais acessível ao público. “A gente realiza ações ambientais, socioambientais, educativas e de comunicação voltadas à compreensão da questão socioambiental, algo tão urgente e tão importante na contemporaneidade”, afirma.

Parceria com o Salão de Humor
Nesse contexto, a aproximação com o Salão Internacional de Humor de Piracicaba foi decisiva para ampliar o diálogo com a sociedade. “Com o intuito de levar essas mensagens para cada vez mais pessoas, a gente procurou o Salão de Humor para realizar uma exposição com cartoons, charges, caricaturas e ilustrações, usando o humor crítico como linguagem”, explica Bitencourt. A mostra integrou a programação oficial do Salão de Humor 2025 e reuniu trabalhos com foco na temática ambiental.

Obras que provocam reflexão
Ao todo, a exposição apresentou 44 desenhos e ilustrações de artistas de diferentes regiões do Brasil, selecionados por um júri a partir de um concurso que recebeu 111 trabalhos. As obras abordam questões socioambientais e as relações entre cultura, ser humano e natureza, utilizando o humor como ferramenta de reflexão. Para o produtor, essa escolha é central. “Eu costumo dizer que o humor é a forma mais sofisticada de crítica que existe, porque muitas vezes ele leva a pessoa a refletir, a sorrir, e facilita a compreensão de públicos muito diferentes”, observa.

Com mais de cinco décadas de trajetória, o Salão Internacional de Humor de Piracicaba possui histórico consolidado no uso do humor gráfico como instrumento de crítica social. “O Salão chama atenção para as mazelas da realidade há mais de 50 anos, e unir isso à questão socioambiental foi um caminho muito natural”, destaca Bitencourt.

Registro audiovisual e memória cultural
Dirigido por Jessica Lane e Grégory Antony, o minidocumentário reúne imagens das obras, do Engenho Central, um dos espaços culturais mais emblemáticos de Piracicaba, e depoimentos de organizadores, artistas e visitantes. O local histórico assume papel importante na narrativa audiovisual, reforçando o diálogo entre memória, arte e território.

Por fim, a decisão de registrar a mostra em vídeo também está relacionada ao desejo de ampliar seu alcance. “A exposição teve um período determinado, de cerca de três meses, então era importante levar isso para pessoas que não puderam estar aqui”, afirma Bitencourt. “O Salão de Humor chega ao mundo inteiro, o Corredor Caipira atua em diferentes municípios, e o minidocumentário permite que esse trabalho fique registrado e continue circulando”, conclui.

O material audiovisual está disponível no YouTube do Corredor Caipira e pode ser visto abaixo:

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