Assim como na série espanhola, a nova produção do streaming mostra aos espectadores os mínimos detalhes de como R$ 160 milhões foram retirados da filial cearense do Banco Central do Brasil e tornaram o roubo uma espécie de marco na história do país. Ao longo dos três episódios, cada um com cerca de uma hora de duração, o crime é constituído a partir de depoimentos de diferentes pessoas envolvidas, como policiais, investigadores, jornalistas e até mesmo membros da quadrilha responsável pelo crime um dos grandes méritos de “3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central”. Assim, temos também a visão e a posição de alguém que participou desde o começo ao lado dos ladrões
Segundo é retratado pela série, o roubo de bancos era o tipo de crime que mais “fazia sucesso” à época em que o assalto aconteceu. Em uma comparação simples, um policial explica que atualmente é o traficante de drogas quem está “no topo da pirâmide” dos crimes, mas este lugar era ocupado pelos ladrões dessas instituições financeiras
No entanto, segurança não parecia realmente ser uma prioridade para o Banco Central do Brasil. O documentário mostra como o sistema de vigilância era falho e os seguranças eram sobrecarregados de outras tarefas, por isso, não perceberam quando o local foi invadido. Cerca de 3,5 toneladas de dinheiro vivo foram retiradas do cofre e levadas por meio de um túnel de 75 metros feito pela quadrilha, que contava com sistema de ventilação, iluminação, interfone e aproximadamente 900 tábuas de madeira para auxiliar na construção. Um túnel bem parecido com o original foi criado para ser usado durante as filmagens da minissérie documental.
Com todos esses elementos, impossível não lembrar do “bando” do Professor em “La Casa de Papel”. Inclusive, um assalto desta magnitude não se faz sozinho, e a quadrilha da realidade também contou uma mente responsável: Paulo Sérgio. Com uma identidade falsa, ele abriu uma empresa de grama sintética de fachada em uma casa relativamente próxima ao banco, onde sete pessoas trabalhavam na escavação do túnel.
Com uma narrativa cinematográfica, “3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central” chama atenção pela riqueza de detalhes e reconstituição. No entanto, esta não foi a primeira vez que a história ganhou sua versão audiovisual. Em 2011, “Assalto ao Banco Central” mostrou a história, de maneira ficcional.
Com o sucesso de produções de true crime, “3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central” chega no momento certo à plataforma. Porém, com uma história tão absurda, é difícil achar que se trata de algo que realmente aconteceu, e não uma versão brasileira de “La Casa de Papel.




