terça-feira, 17 março 2026

No dia da poesia, se você gosta conecte-se, se não, desafie-se…

Para comemorar o Dia Mundial da Poesia, lembrado neste 21 de março, a dica é o terceiro livro da escritora, poeta e editora baiana Maria Luiza Machado. A partir de um olhar pungente e detalhista, “Tantas que aqui passaram” conta, em forma de poemas narrativos, fragmentos e cenas que fazem parte da história de diferentes mulheres em algum momento presentes na vida da autora. Publicada pela sua editora, a Mormaço Editorial, a obra conta com parcerias de renome: a edição é da escritora, cordelista e poeta Jarid Arraes e o projeto gráfico é assinado pela poeta e ilustradora Isabela Sancho.

“Toda mulher tem uma história que merece ser contada, nem que seja uma cena, um pequeno fragmento”, frisa a poeta, evidenciando a pluralidade e singularidade de cada cena versada. “Ao mesmo tempo que revela a história de uma única mulher, muitas outras podem se identificar com o mesmo poema. Alguns temas podem parecer, em um primeiro olhar, banais, mas se houver um bom disparo para a escrita, são capazes de se transformar em poesia.”

Influenciada por poesia contemporânea feita por mulheres, Maria Luiza dá continuidade, em sua nova obra, à escrita da poesia com personagens, aspecto já evidenciado em seu livro anterior, “Todos os nós” (Editora Penalux, 2019). O intuito é se desprender do “eu”, de suas próprias sensações, e embarcar em experiências de outras pessoas em como elas são ou como poderiam ser.

“Ler Maria Luiza Machado me fez perceber que a solidão é construída e também coletiva, que estamos e ao mesmo tempo não somos sozinhas. […] Quando lemos os poemas com nomes tantos, de mulheres que em algum momento conhecemos ou vamos conhecer, também assistimos episódios e sentimentos de nossa própria vida”, escreve Monique Malcher, escritora e antropóloga paraense, que assina o posfácio do livro.

Nascida em Feira de Santana, no interior da Bahia, em 1995, Maria Luiza Machado mudou-se para Salvador, em 2014, onde vive há seis anos. Precoce, começou a escrever por volta dos nove anos, ainda na escola, e logo já foi vitoriosa em seu primeiro concurso de poemas. Voltou a escrever com afinco anos depois, já no final da adolescência.

Publicou seu primeiro livro em 2018, intitulado “Algumas histórias sobre a falta”, de forma independente. Seu segundo livro, “Todos os Nós”, foi publicado pela Editora Penalux, no final do mesmo ano. Em 2020, Maria Luiza lançou a Editora Mormaço, por onde publica seu terceiro livro, o “Tantas que aqui passaram”, viabilizado via financiamento coletivo. A editora tem como proposta valorizar a pluralidade e dar visibilidade a autores independentes e estreantes no cenário editorial.

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