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Homem mata mulher a machadadas dentro de restaurante, em Jaguariúna

Adeilda Amaro Bezerra era funcionária do estabelecimento e ficou com o rosto desfigurado; suspeita é de crime passional

O prestador de serviços José Arnaldo dos Santos Vieira, 50, matou a machadadas a funcionária do Restaurante Carroça, a auxiliar de cozinha Adeilda Amaro Bezerra, 34. O crime ocorreu no estabelecimento, no quilômetro 137,5 da Rodovia Adhemar Pereira de Barros (SP-340), no Bairro Colmeia, em Jaguariúna. A vítima ficou com o rosto desfigurado por causa das oito machadadas na cabeça.

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Considerado cruel por guardas municipais, o crime ocorreu por volta de 6h30 desta quinta-feira (19). E o acusado disse que não se arrependeu de ter matado a vítima. A suspeita é que o homicídio tenha sido passional, porque a auxiliar se recusava a trair o marido com o indiciado.

Uma testemunha, que estava sentada ao lado da vítima no momento do crime, relatou que o acusado chegou e pediu um cigarro. A testemunha disse que Adeilda ainda solicitou que pegasse o cigarro para ele. E quando a vítima foi entregar o cigarro ao acusado, este o arrancou de sua mão.

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Em seguida, o acusado teria fumado o cigarro, jogado a bituca no chão e pegado um machado, com o qual desferiu oito golpes contra a vítima – um na região da nuca e sete na cabeça. A testemunha ainda tentou intervir, mas ficou com medo.

“Ele falou que ia tacar o machado em mim e eu corri. Pedi que não fizesse comigo o que fez com ela. E eu falei: o que ela fez com você para que fizesse isso colega, ele tacando o pau e eu corri”, revelou a testemunha.

Segundo o relato desta outra funcionária do restaurante, o acusado alegou que praticou o crime porque a vítima não teria despedido dele no dia anterior. “Olha ai vagabunda é para você aprender. Quando sair do trabalho você deve aprender a dar tchau”, disse o acusado à vítima.

As informações ainda são desencontradas. “Ela me chamou de veado”, acusou o acusado a uma repórter, em um vídeo que está circulando pela internet. Questionado se estava arrependido, o acusado disse categoricamente: “nem um segundo”.

 

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Adeilda Amaro Bezerra tinha 34 anos

O guarda municipal Adonias Mendes de Araújo, 39, inspetor da Romu (Ronda Ostensiva Municipal) da Polícia Municipal disse que o acusado premeditou o crime por três dias. “A hora que prendeu, alegou que a vítima o havia chamado de veado e se revoltou. Ele premeditou. Por três dias pensou em matá-la. Hoje criou coragem”, revelou o patrulheiro.

Segundo Araújo, as câmeras de monitoramento do restaurante mostram o acusado chegando ao local, escondendo o machado, indo conversar com a vítima e voltado para pegar a ferramenta de corte para praticar o crime.

Araújo acredita que o acusado, que trabalhava em um ferro velho bem na frente do restaurante, teria tentado manter um relacionamento amoroso com a vítima – que era casada – , mas foi rejeitado.

Segundo o policial municipal, o acusado desfigurou o rosto da vítima com os golpes. O indiciado correu por cinco quilômetros e quase escapou dos policiais, mas foi preso no Bairro Guedes.
Com 19 anos de profissão, o inspetor disse que nunca havia se deparado com um crime tão cruel.

“Foi um crime com requintes de crueldade. Foi um crime bem bárbaro”, desabafou Araújo.
Quando um assassino comete um crime, explicou Araújo, ele fala que não se arrepende, porque ainda está fora de si. No caso do autor, ele disse o mesmo. Mas, ao longo do depoimento, acompanhado pelo policial, demonstrou estar arrependido. Mas em momento nenhum derramou uma lágrima pela vítima.

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