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Municípios investem em boa destinação do lixo

Reciclagem, compostagem e uso de resíduos para gerar energia são opções em Americana e Nova Odessa

Cidades da região investem pesado no aprimoramento dos serviços de coleta, reciclagem e destinação correta do lixo. Ao mesmo tempo que as iniciativas contribuem com a preservação do meio ambiente, elas aparecem como alternativa de geração de renda não só para os trabalhadores, como para as próprias prefeituras.

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Nova Odessa, por exemplo, anuncia um projeto de transformar lixo em energia. Trata-se de mais uma etapa de uma política pública que já começa a transformar em adubo o lodo decorrente do tratamento do esgoto em adubo. A ETE também produz em fase experimental água de reuso e planeja fornecê-la à indústria. A proposta é, na essência, prestar serviços a terceiros (Leiamais sobre esse assunto na página 5).

Americana, por sua vez, já arrecada mensalmente 850 toneladas de resíduos recicláveis, o que faz despencar o volume de lixo enviado ao aterro sanitário. Enquanto cada habitante das cidades brasileiras reponde por 335 quilos de lixo enviado ao aterro, em Americana cara morador produz 261 quilos anuais.

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As projeções tomam como parâmetro a avaliação dos índices de sustentabilidade da limpeza urbana levantados por pesquisa especializada, considerando as cidades do mesmo porte.

ESTRATÉGIA

Ao incentivar a reciclagem, Americana responde a um alerta feito na virada do ano pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), sobre a falta de tratamento dos resíduos aterrados. Para a direção da Sosu (Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos), a política mais adequada é exatamente essa: evitar que resíduos cheguem ao aterro.

A separação dos resíduos é feita de duas formas. A primeira é a coleta formal da prefeitura, que arredada 140 toneladas mensais de material reciclável, provenientes da própria fonte geradora. A outra é a executada por catadores informais, com carrinhos ou caminhões. Juntos, eles arrecadam outras 710 toneladas mensais de resíduos que podem ser reaproveitados.

Todo o material é destinado a cooperativas de reciclagem, para posterior triagem e comercialização. Em resumo, 850 toneladas de lixo deixam se ser aterradas a cada mês. Pelas estimativas oficiais da secretaria, os resíduos que são recicláveis representam, hoje, apenas 9% do carregamento enviado ao aterro.

O dado se refere a uma pesquisa gravimétrica elaborada em 2018, em cumprimento a TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), à pedido do Ministério Público. Para se chegar ao índice, foi feita a separação e a pesagem de uma mostra usada como parâmetro.

Para a direção da secretaria, o engajamento da população à causa aumenta a cada ano. Prova disso é que Americana reaproveita 15% dos resíduos com a triagem, ao passo que a média nacional é de 3%.

COOPERATIVA SURGIU EM 2000

A Cooperlírios foi oficialmente fundada no ano 2000, para se firmar como uma das mais importantes cooperativas de reciclagem da cidade. Por lá, 50 trabalhadores fazem a triagem dos resíduos. E o dinheiro da venda dos recicláveis é essencial na manutenção do orçamento doméstico.

O espaço se transformou em um exemplo de comunidade engajada. Haja visto o que aconteceu em outubro, quando um incêndio devastou a esteira, comprometeu a cobertura do barracão, avariou um muro. A cidade toda se engajou para reformar a cooperativa. Prefeitura e parceiros privados assumiram todos os custos.

“O acontecimento mostrou que a comunidade no entorno nos apoia”, conta o secretário da Cooperlírios, Jhonatan Nunes. Ele, um jovem de apenas 23 anos, trabalha por lá há seis, e afirma que se sente orgulhoso.

O rapaz trabalhava como auxiliar de produção em uma tecelagem. Perdeu o emprego, e ficou surpreso quando foi convidado a integrar o grupo. Ele, que estudava para ser enfermeiro e cuidador de idosos, abraçou a nova profissão por necessidade e se apaixonou. Não saiu mais de lá, e nem pensa nisso.

“Na verdade eu me identifiquei com a cooperativa”, diz.

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