PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Pedido de perdão sela a paz

Pastor da Assembleia de Deus reafirma respeito da igreja por religiões de matriz africana

Acabou tudo em paz. Lideranças da igreja evangélica Assembleia de Deus participaram, na noite de sexta-feira, de uma audiência pública na Câmara Municipal de Campinas e pediram, publicamente, desculpas por um incidente infeliz em 2017, quando alguns membros da igreja se desentenderam com pessoas da comunidade negra, no Largo da Catedral. Naquele dia, acontecia a tradicional lavagem das escadarias da Catedral Metropolitana.

PUBLICIDADE

O evento, muito bonito e cheio de simbologia, é organizada anualmente por pessoas ligadas a religiões de matriz africana. Festa, inclusive, que faz parte do Calendário Oficial de eventos do município. Acontece que no mesmo dia e local, também acontecia um evento de evangelismo, que tinha a participação de fiéis da Assembleia de Deus do Nova Europa. Alguns jovens evangélicos decidiram se manifestar contra o evento afro, mostrando cartazes e protestando contra a fé alheia, num roupante de intolerância religiosa que, por sinal, não teve aprovação da própria Assembleia.

As pessoas ligadas às religiões afro se sentiram ofendidas. e houve até quem manifestou o interesse de levar o caso à Justiça. Os campineiros em geral, sem oligação com os dois grupos, também se manifestaram inconformados contra a intolerância religiosa, quando ouvidos por repórteres de jornais locais e emissoras de rádio. O caso parou a cidade. Tanto é que os próprios vereadores de envolveram nos debates.

PUBLICIDADE

Caso do professor Alberto (PL) e do Carlão (PT), que imediatamente procuraram pelas lideranças dos dois grupos conflitantes para incentivar o diálogo. E deu tudo certo. A mesa da Câmara na sexta foi foi ocupada pelos dois vereadores, por representantes da prefeitura, de entidades da comunidade negra e, claro. da Assembleia de Deus. O pastor Daniel Bueno apresentou suas considerações, pediu desculpas aos organizadores da lavagem das escadarias, e em seu discurso deixou claro que a Assembleia de Deus não desrespeita as religiões de tradição africana. Prova disso, afirmou, é que o Templo Central da Assembleia de Deus em Campinas é ladeado por dois centros de tradição africana, e nunca houve qualquer manifestação desrespeitosa, de ambas as partes. Todos usam o mesmo espaço para o estacionamento de veículos, frisou, e há amizade plena. Até dados importantes foram apresentados após o discurso do pastor. O fundador do Movimento Pentecostal foi o pastor negro William Joseph Seymour. E 60% dos frequentadores dos templos da Assembleia de Deus no mundo são negros ou afrodescendentes. A confusão de 2017 foi, para os evangélicos, uma ação desrespeitosa isolada, absolutamente sem apoio da igreja.%2011-08-2019.pdf

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Pin It on Pinterest

Share This