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Salões negociam para adiar festas por conta do coronavírus

Buffets infantis tentam evitar cancelamento de eventos já marcados, adiando "nem que seja para o ano que vem"

Assim como grande parte do comércio, buffets infantis de Americana tentam evitar o cancelamento de festas já marcadas. A intenção das empresas é que o evento seja adiado, “nem que seja para o ano que vem”, para amenizar o prejuízo.

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Meire Nicolussi, dona da Zuá Zuo Buffet Infantil, que fica no Parque das Nações, conseguiu evitar cancelamentos. “Não teve (cancelamento), só adiamento. Já adiamos todas as festas deste mês e também todas as de abril. Tenho festa praticamente todos os dias”, revela.

Meire conta que os clientes têm aceitado sem causar confusão, e que vários procuraram o buffet para adiar as festas. Entretanto, o prejuízo continua. “O prejuízo é inevitável, as contas não param. Ainda não tenho valores, mas o prejuízo é grande. É rezar para isso tudo passar logo”.

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Luciele Neves, dona da Yupi Kids, que fica no São Vito, também adiou os eventos das próximas duas semanas e de festa dia 11 de abril, para mais de 120 pessoas. “Foram seis festas adiadas até o momento, a pedido dos clientes, porque os convidados não viriam. Agora estamos esperando para ver se será necessário adiar as de abril”.

Segundo Luciele, as festas já estão pagas ou falta pouco para quitar o pagamento. “Muitos clientes estão ligando com medo, não sabendo o que fazer. Estou pedindo para aguardar por enquanto”.

A proprietária de um buffet de festa infantil que fica na Vila Rehder, que não quis se identificar, disse que aderiu à campanha “não cancele, remarque, não vamos perder a alegria de festejar”.

Ela informou que todos da área de festas e eventos estão aderindo a esta campanha. Relata que tem buscado fazer acordo com cada cliente. “A incerteza é de todos”.

Esta semana, seis festas no buffet e duas decorações em outros estabelecimentos já foram remarcados, assim como sete festas marcadas para semana que vem.

“Ninguém pode ter prejuízo, nem o contratante, nem o contratado. Nenhum dos dois é culpado dessa situação, é um caso fortuito, está todo mundo no mesmo barco. Alguns clientes têm sido compreensivos e estão remarcando, outros falam que se demorar muito não vão querer, está tudo incerto. Todo mundo vai ter que esperar, temos que entrar em acordo, remarcar nem que seja para o ano que vem”.

DIREITOS

Segundo o Procon, o consumidor não é obrigado a expor sua saúde a riscos viajando ou indo a eventos onde poderá contrair o coronavírus. “As empresas devem negociar alternativas que não prejudiquem o consumidor, como postergar a viagem/evento para data futura, restituir valores já pagos, ou ainda outras possibilidades que não lesem o consumidor e com a qual ele esteja de acordo”.

A reportagem questionou o Procon de Americana se havia recebido reclamações ou denúncias referentes a cancelamento de festas e eventos, mas não houve resposta até o fechamento desta edição.

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