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Sobreviventes do incêndio do Ninho voltam aos treinos no CT do Flamengo

Eles participaram das atividades que aconteceram nesta segunda-feira (13) e postaram mensagens em redes sociais

Três meses depois do incêndio que matou dez jovens atletas do Flamengo, os sobreviventes Francisco Dyogo e Cauan Emanuel voltaram ao Ninho do Urubu, local da tragédia. Eles participaram das atividades que aconteceram nesta segunda-feira (13) e postaram mensagens em redes sociais. Os dois passaram um período internados após saírem do alojamento com vida. Jonathan Cruz Ventura, terceiro sobrevivente, ainda se recupera. Ele teve cerca de 35% do corpo queimado e recebeu alta médica há um mês.

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O Ninho do Urubu estava interditado para crianças e adolescentes desde 13 de fevereiro, poucos dias depois do incêndio. O centro de treinamento chegou a estar, do fim de fevereiro a meados de março, interditado totalmente, período em que o elenco profissional utilizou a Gávea para treinamentos. O esquema adotado para os meninos será o mesmo utilizado atualmente pelo departamento de futebol profissional. A Justiça liberou o local para treinamentos, mas não permite hospedagem e tampouco o funcionamento da cozinha.

Desta forma, o clube providenciou um serviço de alimentação para os garotos e profissionais até que o Ninho do Urubu seja inteiramente liberado. Além disso, ambulâncias fazem plantão no centro de treinamento sempre que atividades são realizadas, outra exigência da Justiça.

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O local utilizado pelos meninos do sub-14 será o antigo módulo dos profissionais. Inclusive, a mudança estava em curso na ocasião da tragédia. A estrutura já está com a base. As demais categorias têm retorno previsto ao Ninho do Urubu ainda esta semana. Agora, o clube aguarda os trâmites na Justiça para que o CT tenha toda a documentação expedida e possa funcionar em sua totalidade.

Em paralelo, as indenizações são discutidas com os familiares. Nos últimos dias, o clube fechou com Jhonata Ventura, ferido mais grave do incêndio, mas tem dificuldades em outras negociações. Foram acertados até o momento acordos com os familiares de Athila, Gedinho e Rykelmo (pai). A mãe, orientada pela advogada Gislaine Nunes, pretende entrar na Justiça. Existe a expectativa de que novos acertos sejam anunciados nas próximas semanas, ainda que boa parte das conversas estejam travadas. Aos poucos, porém, o Flamengo tenta retomar a rotina da base.

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