Com 50% das urnas apuradas, Luiz Inácio Lula da Silva aparece à frente de Flávio Bolsonaro
Apuração foi atrasada em duas horas após prorrogação do horário de votação em locais onde seções estavam abertas às 17h
Voz gerada por inteligência artificial
Com 50,76% das urnas apuradas em todo o Brasil, o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, aparecia à frente do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro.
Às 20h27, Lula aparecia com 50,15% dos votos válidos computados, contra 49,85% de Flávio. Mas os dois candidatos vinham “trocando posições” até aquele momento.
A apuração foi atrasada no País por cerca de 2h após o ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), atender um pedido da coligação do PT e prorrogar o horário de votação até às 19h.
Em seguida, foi esclarecido que a prorrogação do horário só valia para as seções eleitorais que ainda estavam abertas quando a decisão foi divulgada, já que muitas delas já haviam encerrado o recebimento dos votos no horário original, às 17h.
Imbróglio nasceu de problemas no transporte coletivo
A coordenação da campanha de Lula, da coligação Brasil Pronto Pra Mais, havia entrado, antes, com o mesmo pedido junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), denunciando a falta de transporte em cidades de nove estados do país. São eles: Bahia, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará e Rio de Janeiro.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, informou que analisaria os pedidos para adiar o horário de votação em algumas localidades. Nunes chegou a pedir mais informações ao TRE da Bahia sobre os problemas com transporte na capital, Salvador.
O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, também havia solicitado ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que o horário da votação de domingo fosse estendido até as 19h, mas apenas em algumas cidades de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
No caso do candidato da direita, o motivo foram os alagamentos e quedas de energia nas localidades indicadas, que teriam dificultado que os eleitores chegassem aos locais de votação.
Mas, antes mesmo que Kassio Nunes Marques pudesse emitir um parecer, veio a decisão do STF.
Especialista aponta risco de cancelamento do segundo turno
O aparente conflito de decisões entre o STF e o TSE, bem como o fato de a votação ter tido, na prática, horários de encerramento diferentes em diferentes cidades, traz o risco de contestação judicial e até mesmo de eventual cancelamento do segundo turno das Eleições 2026 pela Justiça Eleitoral, apontam especialistas.
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