Terça, 28 Setembro 2021

Adoção consciente

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Adoção consciente

Conheça a história do Tunico e da Neusinha  

Tunico precisou passar por seis cirurgias para salvar sua patinha (Foto: Arquivo Pessoal)

A empresária Neusinha Carrenho abriu seu coração e sua casa para abrigar o Tunico, um gatinho que foi socorrido e virou mais um membro da família. Conheça esta linda história de amor:

Como é a Neusinha?

Eu sou uma pessoa que ama muito os animais. Nunca tive gatos, só cachorros (aliás, tenho cinco). Pensava que, por ter cachorros, não conseguiria ter um gato.

Como o Tunico apareceu na sua vida?

Foi o Tunico que nos escolheu! Ele entrou na minha casa por uma grade do portão e se escondeu atrás de umas tábuas. Foi difícil pegá-lo, e logo vimos que ele estava muito machucado. As duas patinhas traseiras quebradas e uma delas com o osso arrastando no chão. Todo cheio de piche, o que nos levou a crer que tinha sido atropelado.

Em seguida, o que vocês fizeram?

Era dia 26 de dezembro, sábado pós-Natal. Embrulhamos ele em um paninho e corremos para o veterinário, a Clinvet, da Campos Sales. Ao chegar, a veterinária falou: "Ele está muito machucado! Vou medicá-lo, enfaixar as perninhas dele, mas vamos encaminhá-lo para o ortopedista, Dr. Alexandre". Lembro-me muito bem das palavras do Dr: "Neusinha, esse menino está muito machucado e o ideal seria amputar uma das perninhas dele. O osso está muito exposto. Porém, eu sou uma pessoa muito persistente e se você quiser a gente compra essa briga juntos e tenta salvar a perna desse menino!" (até então, ele não tinha nome).

Quais foram os procedimentos realizados?

A recomendação foi cirúrgica. E a primeira cirurgia foi para colocar alguns ferros dentro do ossinho, para tentar fazer com que o osso calcificasse. Logo após esta primeira etapa, o levei para casa e dei o nome de Tunico. A partir daí foi só amor. Tunico precisou realizar mais cinco cirurgias.

Quais foram os cuidados com o Tunico?

Ele precisou ser criado dentro de uma gaiola, porque precisava ficar confinado, já que não andava. Eu dormia com a gaiola em cima da minha cama, acordando durante a noite para dar água, levá-lo fazer suas necessidades. Uma luta nossa dia após dia! Uma última tentativa de recuperação era colocar uma gaiola externa na perna dele, auxiliando sua sustentação. Assim, ao crescer um pouco mais, ele conseguiria andar mesmo com os ferros em sua perna.

E como você fez para arcar com as despesas do tratamento?

As despesas ficaram muito altas, ficou difícil para mim, principalmente devido à pandemia. Como sou uma pessoa abençoada, tenho muito a agradecer aos amigos e clientes, que prontamente me ampararam. Fazia rifas para ajudar nas consultas, cirurgias e remédios. Pra tudo a gente dá um jeito quando se tem o amor envolvido.

Como ele está hoje?

Hoje o Tunico está maravilhoso! Porém, mesmo salvando a perna, ele perdeu um osso que estava muito danificado e não conseguimos recuperar. Ele tem um defeitinho na perna, uma perna mais curta que a outra, mas salvamos a perninha!
Tenho muita gratidão pelo Tunico ter entrado em minha vida.
 

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