quarta-feira, 11 fevereiro 2026
ATLETAS DE VÁRIAS IDADES

Atletas de Americana conquistam seis medalhas em campeonato internacional de jiu-jitsu

Delegação teve três ouros, uma prata e dois bronzes no segundo fim de semana do mês; circuito ainda terá etapas em Balneário Camboriú e no Piauí
Por
Nicoly Maia
Jovens promessas do esporte em Americana. Foto: Pedro Lucas/TV TODODIA

O AJP (Abu Dhabi Jiu-Jitsu Pro) Tour – Campeonato Internacional de Jiu-Jitsu Guarapari 2026 contou com a participação de atletas de Americana no segundo fim de semana deste mês. Cinco alunos representaram a cidade e conquistaram seis medalhas, sendo três de ouro, uma de prata e duas de bronze.

Com mais duas etapas classificatórias previstas, em Balneário Camboriú e no Piauí, o circuito soma pontos ao longo das competições para definir os classificados à fase decisiva em Abu Dhabi. “A gente faz a somatória de pontos para conseguir lutar em Abu Dhabi”, explicou o professor Samuel Costa.

Participação dos atletas e detalhes das lutas
Os atletas citados como participantes da competição foram Samuel Costa Filho, de 13 anos; Wagner Avelino, de 50; Thiago Amaral, de 46; Samuel Avelino, de 14; e Samuel Costa, de 47 anos.

Samuel Costa afirmou que conquistou duas vitórias em três lutas, uma com kimono e outra sem kimono, e apontou diferenças técnicas entre as modalidades. “Com o kimono, a gente tem a facilidade das pegadas. Sem o kimono, a luta se assemelha mais a uma luta de rua, fica mais franca e dinâmica. Quando você está de kimono, pode fazer uma pegada na roupa do adversário. Já sem o kimono, a luta é mais rápida e exige mais movimentação”, disse.

Professor Samuel Costa conquista vitória em duas categorias. Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Destaque nas categorias de base
Entre os destaques, Samuel Costa Filho conquistou ouro na categoria Kimono Infantil/Adolescente Laranja/Verde até 46 quilos e venceu a final por 3 a 0. “Ganhei por pontuação, consegui dominar a luta inteira”, contou.

Ele afirmou que treina desde os quatro anos, influenciado pelo pai, e falou sobre os objetivos na modalidade. “Eu comecei a treinar com meu pai. Desde pequeno ficava no tatame com ele. Peguei gosto, comecei a competir e continuo até hoje. Ele é meu exemplo. Tento me inspirar em tudo que ele faz. Quero continuar competindo, seguir na academia, dar aula e competir fora do país”, declarou.

Outro nome citado foi Rafael Perassa Longo, de 9 anos, que disputou pela primeira vez o Campeonato Sul-Americano, no Rio de Janeiro. “Foi muito bom. Meu adversário era forte, mas eu gostei muito da experiência. Foi meu primeiro Sul-Americano e quero competir outras vezes. Vou continuar em frente”, afirmou. Sobre planos, ele disse: “Meu maior sonho é ser campeão mundial de jiu-jitsu.”

Formação além do esporte
Ao comentar o trabalho com os alunos, o professor Samuel Costa disse que o resultado vai além das medalhas. “Estar falando do esporte e vivenciando isso com eles é acompanhar a evolução não só como atletas, mas como pessoas. Nosso trabalho é voltado para a formação do ser humano. O jiu-jitsu é um veículo para formar cidadãos. O mais importante é isso, formar pessoas honestas, focadas, para construir uma sociedade melhor. Os títulos são consequência”, destacou.

O professor também avaliou o jiu-jitsu como ferramenta educacional no acompanhamento de crianças. “Hoje, 80% a 90% das crianças que treinam aqui têm orientação psicológica e médica. O jiu-jitsu, quando bem aplicado, funciona como um remédio. Todo mundo fica focado no treino e no esporte. Aquela ideia de que se treinava para brigar ficou no passado. Hoje trabalhamos de forma educacional e pedagógica”, concluiu.

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