
A Série B do Campeonato Brasileiro de 2026 começa neste fim de semana com 20 clubes na briga por quatro vagas na elite nacional. A competição mantém o sistema de pontos corridos em 38 rodadas, mas terá mudança importante no regulamento para definir parte dos promovidos.
Pelo novo modelo, apenas os dois primeiros colocados garantem acesso direto à Série A. As outras duas vagas serão decididas em um playoff envolvendo as equipes que terminarem entre a terceira e a sexta posição na tabela.
Novidades do regulamento
Nesse formato, o terceiro colocado enfrenta o sexto, enquanto o quarto duela com o quinto, em confrontos de ida e volta. Em caso de empate no placar agregado, a vantagem será do time de melhor campanha, sem disputa por pênaltis.
Entre os participantes da edição deste ano estão os rebaixados da Série A de 2025 — Ceará, Fortaleza, Juventude e Sport — além dos promovidos da Série C: Náutico, Londrina, Ponte Preta e São Bernardo.
Ponte Preta tenta redenção
A expectativa gira em torno do desempenho da Ponte Preta, que inicia a competição pressionada após um começo de temporada irregular. O clube foi rebaixado no Campeonato Paulista, caiu na quarta fase da Copa do Brasil e ainda enfrenta dificuldades financeiras que resultaram em atrasos salariais.
Na tentativa de reorganizar o elenco, a diretoria promoveu várias contratações e também mudou o comando técnico. Rodrigo Santana assumiu a equipe após o Estadual, substituindo Marcelo Fernandes. Aos 43 anos, o treinador chega depois de passagem pelo Volta Redonda e acumula trabalhos por clubes como Atlético-MG, Avaí, Coritiba, Remo, Athletic-MG, Confiança e ABC.
Esperança sobre Elvis
Mesmo com a reformulação, alguns nomes seguem como referência. O meia Elvis continua sendo o principal articulador do time, apostando na experiência, na qualidade dos passes e na bola parada para liderar o setor ofensivo.
Outra aposta é o retorno do atacante William Pottker, que volta ao clube nove anos após passagem marcante, quando foi artilheiro do Brasileirão de 2016 e do Paulistão de 2017.
Atrasos salariais
Fora de campo, a Ponte volta a conviver com instabilidade financeira. O lateral-direito Pacheco não viajou para a estreia contra o Athletic Club, em Minas Gerais, após demonstrar insatisfação com atrasos salariais e promessas não cumpridas pela diretoria.
O jogador chegou a se apresentar para a viagem, mas decidiu deixar a delegação após não receber garantias sobre o pagamento dos valores pendentes. A situação expôs novamente o problema no caixa do clube, que já vinha sendo motivo de preocupação entre os atletas.
Saídas de insatisfeitos
Os atrasos também provocaram outras saídas. O atacante Thiago Coelho aceitou proposta do Santa Cruz depois de não receber os primeiros meses de salário na temporada.
Além disso, jogadores remanescentes do título da Série C ainda têm valores em aberto desde 2025. Entre eles estão Diogo Silva, Rodrigo Souza e o próprio Pacheco, que agora tem futuro indefinido no estádio Moisés Lucarelli.
Solução para crise financeira
A diretoria pretende se reunir com o elenco nos próximos dias para apresentar um plano de regularização e tentar evitar novas baixas no grupo. Internamente, há preocupação com o impacto da crise no desempenho da equipe logo nas primeiras rodadas da Série B.
A eliminação na Copa do Brasil agravou o cenário, já que o clube deixou de arrecadar cerca de R$ 2 milhões em premiação, valor considerado importante para equilibrar as contas neste início de temporada.





