Quarta, 27 Outubro 2021

CBF não pede restituição por desvios de Marin

CBF não pede restituição por desvios de Marin

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) não pediu restituição dos valores que teriam sido desviados pelo ex-presidente José Maria Marin no caso Fif
A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) não pediu restituição dos valores que teriam sido desviados pelo ex-presidente José Maria Marin no caso Fifagate, o grande escândalo de corrupção envolvendo a maior entidade do futebol mundial. A informação foi publicada pelo Estado de S.Paulo e confirmada pela reportagem.

Pelo cronograma da Justiça de Nova York, a CBF tinha até a última segunda-feira para submeter um documento dizendo ser vítima dos crimes cometidos por Marin, cuja sentença será publicada dia 22.

A corte nova-iorquina, porém, não recebeu nenhuma solicitação da confederação brasileira.

Fifa, da Concacaf (confederação das Américas Central e do Norte) e da Conmebol (confederação sul-americana) oficializaram pedidos para receber restituições por desvios por seus dirigentes, que foram apontados na investigação das autoridades dos EUA.

Na solicitação mais antiga, três ex-funcionários da Traffic Sports USA requisitaram, em setembro de 2017, restituição dos crimes cometidos pelo então presidente da empresa, Aaron Davidson, e por outros executivos, Marin entre eles.

No pedido enviado à Justiça americana, a Conmebol diz ter sofrido “dano financeiro considerável”, incluindo mais de R$ 24,4 milhões em subornos ilegais pagos diretamente a Marin. O dinheiro, diz, deveria ter sido destinado legalmente a Conmebol como resultado do aumento dos preços em contratos para marketing e direitos de transmissão.

Também diz ter sofrido perdas por salários e benefícios pagos a Marin no período em que ele estava violando seus “deveres éticos” para com a confederação. E fala de milhões de dólares a menos em receita que teriam ido para a confederação caso o cartola não tivesse cometido os atos de corrupção.

As acusações no chamado Fifagate englobam ações de suborno, fraudes e de lavagem de dinheiro. Os cartolas teriam recebido pagamentos ilegais, que começaram em 1991 e atingiram duas gerações de dirigentes e executivos, que movimentaram mais de R$ 564 milhões.

Parte desse dinheiro foi pago para obtenção de vantagens por empresas para terem os direitos de transmissão de partidas das eliminatórias do Mundial.

Procurada, a CBF informou que comentará nada sobre a decisão.
 

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