A diretoria jurídica do Rio Branco afirmou ontem que o julgamento no Tribunal de Justiça Desportiva, no dia 27, que envolve a quitação de obrigações trabalhistas do São Carlos com o ex-técnico Luiz Muller, e que poderá trazer o Tigre de volta a Série A-3, pode ser resolvido antes do Conselho Arbitral da terceirona estadual, marcado para outubro na FPF (Federação Paulista de Futebol). Se acontecer algum imprevisto, a expectativa é que tudo estará solucionado até janeiro.
Para Éder Duarte, integrante do departamento jurídico do Rio Branco, os prazos deverão ser acelerados porque o julgamento estabelece participação em competição futura e isso já é um argumento para viabilizar prioridade na análise do caso. “O que nos motivou a entrar com notificação de infração disciplina foi ter o conhecimento de notícia de infração protocolado anteriormente por Luiz Muller. Então nos apegamos ao fato de que seria incomum ele denunciar caso tivesse recebido”, afirmou Éder ao TODODIA.
Se a denúncia for aceita na audiência do dia 27, haverá o julgamento definitivo. Mesmo assim, se o São Carlos conseguir vitória em uma das três comissões disciplinares que compõem o TJD, tanto o procurador designado para o caso como os envolvidos diretamente (o São Carlos ou Luiz Muller) podem apelar ao pleno do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).
Caso o técnico vença, abre-se a possibilidade do São Carlos perder pontos e o Tigre ultrapassá-lo na classificação geral, o que salvaria o time americanense do rebaixamento. O São Carlos terminou a fase classificatória na oitava posição com 29 pontos enquanto que o Rio Branco foi o 15º lugar e primeiro rebaixado com 20 pontos.