
A Ponte Preta aproveita a semana livre até o dérbi 213, marcado para sábado, com um objetivo: recuperar o maior número possível de atletas entregues ao departamento médico. A lista aumentou após a última rodada, quando Gustavo Almeida sentiu uma lesão muscular no segundo tempo do empate por 2 a 2 contra o Noroeste e iniciou tratamento.
Com isso, a Macaca soma agora seis jogadores sob cuidados médicos. A expectativa do técnico Marcelo Fernandes é conseguir contar com ao menos metade deles no clássico, considerado decisivo para o momento da equipe na competição.
Seis atletas seguem em tratamento
Além de Gustavo Almeida, estão em tratamento os zagueiros Diego Leão e Saimon, os laterais Lucas Justen e João Gabriel, e o meia Miguel. Entre eles, Lucas Justen e Miguel ainda não estrearam na temporada, mas eram vistos internamente como possíveis titulares.
Justen, assim como Pacheco, atua originalmente pela lateral direita, mas também pode jogar pelo lado esquerdo, setor que tem sido uma das principais dores de cabeça de Marcelo Fernandes neste início de Paulistão.
Possíveis estreias e renovação de Nikolas
Revelado pelo Fluminense e com passagem pelo Guarani, Lucas Justen pode fazer sua estreia justamente contra o ex-clube, desde que seja liberado ao longo da semana. Já Miguel vinha sendo cotado para iniciar partidas, principalmente após o destaque na Série C, quando marcou o gol do acesso.
O meio-campo da Ponte também ganhou repercussão fora de campo. Nikolas, uma das promessas do clube, entrou no radar de Santos e Corinthians, que buscam reforços para a equipe sub-20.
Para se proteger diante do interesse de outros clubes, a diretoria da Macaca renovou o contrato de Nikolas por mais três temporadas. O novo vínculo tem validade até 30 de janeiro de 2029.
Aos 19 anos, o jogador foi promovido ao elenco profissional após boas atuações na Copinha. Ele já disputou três partidas no Paulistão, mas ficou fora do duelo contra o Noroeste.
Antes de chegar ao Majestoso, Nikolas passou pelas categorias de base de Lemense e Cianorte. Além de Santos e Corinthians, o atleta também é monitorado por Barra-SC, Grêmio e Internacional.
Marcelo Fernandes fala em reação e descarta saída
Após o empate com o Noroeste, Marcelo Fernandes falou com os torcedores em entrevista coletiva. Apesar de reconhecer a dificuldade do momento, o treinador citou como pontos positivos os primeiros gols e o primeiro ponto conquistado no campeonato.
“É frustrante porque a gente trabalha tanto e o resultado ainda não apareceu. Jogamos contra uma equipe que está na mesma situação e está na mesma luta. O time está querendo, os reforços ajudaram muito e conseguimos os gols. Mas, infelizmente, sofremos dois gols. Ainda temos três jogos e não vamos desistir nunca. Vamos dar a vida sempre por essa camisa e vamos fazer o que for preciso para evitar o rebaixamento. Os jogadores que chegaram foram importantes porque nos deram mais calibre. O nosso banco é só de meninos da base e eles estão se esforçando muito. Internamente existe uma união muito grande para mudar esse cenário. Houve uma melhora, claro que está muito longe do que queremos e agora temos que trabalhar para um jogo muito importante”, afirmou.
Marcelo Fernandes também disse que não pensa em deixar o cargo, mesmo diante da pressão e dos resultados abaixo do esperado.
“Sobre a minha resiliência, eu poderia pensar em mim, mas não sei se esse seria o certo. Eu iria para casa, mas e aí? A Ponte é o time que me abriu as portas, me deu oportunidade e me abraçou. A minha carreira foi assim. Eu sempre peguei situações adversas e estou aqui para trabalhar. Se acontecer um desastre, o que estamos fazendo de tudo para evitar, vou estar com a consciência tranquila porque estamos lutando muito. Eu sou funcionário do clube, a direção sabe o que é certo ou errado, mas estou fazendo a minha parte. Não vou abandonar para sair por cima. Já tive oportunidade de sair, mas estou com a consciência tranquila porque estou lutando por esse clube. A Ponte é muito grande, está passando por dificuldades e todos estamos frustrados. Mas não vou jogar a toalha. Eu vou até o fim e seguir trabalhando”, completou.





