Domingo, 17 Outubro 2021

‘Tudo pode ser aprimorado’

‘Tudo pode ser aprimorado’

Inserida no mundo do basquete desde os 10 anos e revelada em Americana, a ala Izabella Sangalli, 23, vive um novo desafio: auxiliar a seleção feminina
Inserida no mundo do basquete desde os 10 anos e revelada em Americana, a ala Izabella Sangalli, 23, vive um novo desafio: auxiliar a seleção feminina no processo de reconstrução, que começará a partir do Campeonato Sul-Americano, marcado para Tujan na Colômbia, de 30 de agosto a 4 de setembro. A preparação é realizada em Campinas, no ginásio Concórdia, definido como Centro de Treinamento da equipe.

Ser um dos trunfos da seleção brasileira é mais um capítulo importante de uma carreira que começou aos 10 anos no basquete de Americana e culminou com seis temporadas na LBF (Liga de Basquete Feminino). Em 84 jogos na competição nacional, a atleta tem média de 17min27s em quadra e média de 5,1 pontos por partida.

“Eu sempre joguei na minha cidade Americana, que antes era Unimed e depois virou Corinthians. Joguei pelas seleções do Brasil em campeonatos internacionais e acredito que até hoje o meu grande momento não chegou ainda”, explicou Izabella ao TODODIA.

Na seleção brasileira, a ala foi campeã sul-americana sub-15, vice-campeã da Copa América sub-16 e MVP da competição, 3º lugar no Sul-Americano sub-17(onde também foi MVP) e 3º lugar no Campeonato Mundial sub-19, no Chile. Ela também integrou a seleção brasileira no Pan 2015.

Agora, Izabella considera que é preciso dar um passo por vez para colher todo o potencial técnico das companheiras em quadra. “Eu acredito que podemos voltar a figurar entre os melhores do mundo, a partir de uma maior atenção a modalidade”, afirmou, sem deixar de exibir otimismo. “Em relação à América Latina, com certeza estamos no topo, mas temos que buscar sempre melhorar e evoluir, já que todos os países estão em evolução também”, arrematou.

Na sua visão, tanto ela quanto as meninas tem predicados positivos que podem ser explorados no Sul-Americano. A competição é classificatória à Copa América, que por sua vez é um torneio seletivo para a Olimpíada de 2020, em Tóquio.

“A principal característica positiva é a mescla de jogadoras experientes e renomadas e que ainda podem dar muito para o nosso basquete. Tudo pode ser aprimorado, desde os fundamentos individuais até o jogo coletivo”, completou.

Após anos na LBF, ala atua no basquete europeu
Após atuar no basquete brasileiro e sempre por Americana, Izabella Sangalli resolveu romper fronteiras. Sua primeira parada foi na vizinha Argentina, onde atuou pelo Rocamora, da Liga Feminina de Basquete. Ela jogou em 2017, logo após ser campeã na Liga Nacional pelo Corinthians\Americana. “Eu já tinha o interesse de jogar fora do país para conhecer um pouco do basquete em diferentes lugares. A oportunidade surgiu após jogar a liga Argentina ano passado, onde tive uma boa atuação que me proporcionou visibilidade”, afirmou.

O desempenho lhe abriu portas para a segunda divisão da Liga Espanhola, em que não decepcionou com a camisa do Basket Mar. “Foi uma experiência muito boa, pude jogar bastante e conhecer um estilo de jogo diferente. Acho que consegui realizar uma temporada satisfatória, evolui bastante ganhando tempo de jogo”, explicou.

Após o Sul-Americano seus olhos estarão voltados ao AD Cortegada, integrante da Liga 2 Espanhola. Ali, sua esperança é fazer jus a credibilidade construída pela atleta brasileira no exterior. “O basquete feminino brasileiro é visto como um jogo muito físico, intenso e rápido, enquanto na Europa o jogo é mais tático”, afirmou.
 

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