PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Cai participação da indústria no PIB de Americana, aponta IBGE

IBGE aponta que setor representou 20,5% dos R$ 10,3 bi girados em Americana em 2017, menor nível em 7 anos

O setor industrial registrou em 2017 seu menor valor nominal de participação no PIB (Produto Interno Bruto) de Americana desde 2010. Foram R$ 2,1 bilhões, que equivaleram a 20,5% de toda a riqueza produzida na cidade naquele ano.

PUBLICIDADE

Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que divulgou esta semana o levantamento mais recente disponível sobre a economia dos municípios – ainda não há informações oficiais sobre o comportamento da indústria em 2018 e 2019.

De acordo com o IBGE, a economia americanense produziu R$ 10,3 bilhões em 2017, o que representou uma queda de 0,5% em relação a 2016. Apesar da queda, a cidade segue entre as 100 mais “ricas” do país: ficou com a posição número 94. Campinas (11ª), Paulínia (19ª), Sumaré (68ª) e Hortolândia (76ª) são os outros municípios da região que figuram nessa lista. Entre o último ano de pesquisa do órgão federal e o anterior (2016), as fábricas instaladas em Americana geraram 17% menos negócios.

PUBLICIDADE

Foi nesse período, por exemplo, que a cidade perdeu a Polyenka e a unidade têxtil da Toyobo, tradicionais fabricantes de tecidos que operavam há décadas no município. Apenas com essas duas empresas, cerca de 800 trabalhadores foram dispensados.

Para Carlos Frederico Faé, diretor titular do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em Americana, que também representa a indústria em Nova Odessa e Cosmópolis, os números confirmam a trajetória da indústria regional nos últimos anos. “Essa perda de participação a gente tem percebido num termômetro mensal, que é o nível de emprego. Americana é uma cidade historicamente industrial, mas ela vem perdendo espaço para outros setores, como o comércio e os serviços”, constata.

PUBLICIDADE

Para o empresário, o perfil industrial da cidade torna ainda mais grave o problema. “Nosso parque sempre foi marcado pela indústria têxtil e de confecção. São segmentos com grande necessidade de mão de obra, o que os torna pouco competitivos em relação à indústria asiática”, explica. A expectativa é de que reformas econômicas contribuam para uma retomada. “A própria reforma trabalhista, aprovada há algum tempo, já se mostra positiva. Há a intenção governamental de desburocratizar, tornar mais dinâmico o processo. Temos trabalhado institucionalmente para buscar medidas que auxiliem na retomada”, completou.

WALTER DUARTE

PUBLICIDADE

Pin It on Pinterest

Share This