Por Rev. Ailton Gonçalves Dias Filho, Pastor Presbiteriano
Ontem, 06 de janeiro, celebramos a Epifania de nosso Senhor Jesus Cristo. “Epifania” é a palavra grega e significa “manifestação”. Com esta celebração encerra-se o ciclo natalino. No Natal, a humanidade de Jesus Cristo é proclamada. A Epifania evidencia a sua divindade. Ela marca o momento dramático da história, quando o Senhor Jesus, a Luz do mundo, se pôs em confronto com as trevas deste mundo.
As igrejas cristãs do Egito foram as primeiras a celebrar a Epifania. A narrativa bíblica associada à Epifania é a visita dos “magos do Oriente” que, guiados por uma estrela, vêm até Belém para visitar e adorar o Deus encarnado. Eles trazem consigo oferendas altamente simbólicas: ouro, incenso e mirra.
Estes sábios do Oriente, não sabemos quantos eram, não têm vergonha em se prostrar e adorar Jesus Cristo. Ele é Deus que se fez carne. Veio ser um de nós. Eles não são judeus, não fazem parte do círculo religioso de Israel. Eles vêm de longe, além-fronteiras, o que indica o aspecto abrangente da missão de menino que nasce. Jesus Cristo não veio apenas para uma etnia. O projeto de Jesus Cristo é inclusivo. Ele veio para todos. É Deus para todos os povos e nações.
A Epifania revela a superioridade de Jesus Cristo. Ele está acima do poder político. O rei Herodes não conseguiu eliminá-lo. Ele está acima das religiões humanas. Está acima da ciência humana. Os sábios do Oriente, aqueles que sabem ler os astros, não hesitam e, prostrados, adoram o recém-nascido. Sabem que ele é Deus. Sabem que ele é muito mais do que “rei dos judeus”.
Jesus Cristo é uma pessoa com duas naturezas, a divina e a humana. As duas naturezas harmonicamente numa pessoa só. É Deus encarnado que passa a ser um de nós. É o “Verbo que se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade”.
Que neste ano novo que se inicia possamos manifestar o Jesus Cristo que habita em nós. Que as pessoas que se relacionarem conosco possam sentir em nós a fragrância do Senhor Jesus Cristo.
Epifania, manifestação do Deus vivo entre nós.
Epifania, manifestação do Deus vivo entre nós.
É isso!





