domingo, 29 março 2026

Janeiro de 2022 e a Covid

 Por Luiz Carlos Amorim

E a pandemia vai se agravando, de novo, neste início de ano, infelizmente. No dia 19 de janeiro, pela primeira vez, o Brasil registrou mais de 200 mil casos conhecidos de Covid-19 em 24 horas. Número de casos aumentado terrivelmente, por causa da variante ômicron, número de mortes também e hospitais lotados. Não é o começo de ano que a gente esperava.

No dia 26 de janeiro foram registrados 606 mortes e 220 mil (duzentos e vinte mil) novos casos, isto tudo no intervalo de apenas 24 horas. O Brasil atingiu mais de 1 milhão de pessoas contaminadas pela covid-19 na última semana de janeiro. Foram 1.305.447 registros. São números muito altos que revelam um aumento imenso nos novos casos da pandemia e de mortes também. Os hospitais estão começando a ficarem lotados, pois as pessoas que não se vacinaram até agora ou só tomaram a primeira dose estão sendo contaminadas e muitas estão tendo complicações, indo parar nas UTIs.

Também no mês de janeiro, depois de meados do mês, começou a campanha de vacinação infantil contra a Covid para crianças de 5 a 11 anos. Com quantidade de doses pequena, mas começou. Pra variar, dá-se a partida e logo começa a andar a passo de tartaruga, como aconteceu com a vacina para adultos, pois o que chega é pouco para a demanda e a compra, pelo ministério da saúde, é feita sempre com atraso. E isso é crime, atrasar a vacinação, pois enquanto vão faltando doses, as pessoas vão morrendo.

No dia 20 de janeiro, a Anvisa autorizou a aplicação da vacina CoronaVac em crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos, mas vetou o uso em pessoas com baixa imunidade. A vacina tamabém não pode ser aplicada em imunossuprimidos. A aplicação está liberada para público com outras comorbidades.

No final de semana em meados de janeiro, uma nota técnica do Ministério da Saúde trouxe uma contradição sobre o uso da cloroquina no tratamento contra a Covid-19. Normal, vindo do desgoverno, não e?

Por sua vez, Portugal registou, no dia 25 de janeiro, 42 mortes e 65.578 novos casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2, de acordo com os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS). Este é o número de casos diários mais alto de sempre. O máximo anterior tinha sido registado na passada sexta-feira, dia 21 de Janeiro, data em que foram contabilizados 58.530 infectados. Também aumentou demais, pois antes da ômicron, os números de mortes eram ínfimos, um dois, três, e o número de novos casos não passava de duzentos.

Então janeiro não foi um bom mês, nem para o Brasil, nem para o mundo todo. A ômicron tomou conta e a pandemia voltou a aumentar. Precisamos continuar nos cuidando, pois mesmo com Covid branda, podemos ter sequelas. Isto dito por infectologistas, médicos, especialistas. 

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