terça-feira, 24 março 2026

Os motivos da queda do desemprego no Brasil

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 9,1% no trimestre encerrado em julho

Foto: José Eduardo Pastore/Advogado e consultor de relações trabalhistas

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 9,1% no trimestre encerrado em julho, da população economicamente ativa, segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o menor índice da série desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015, quando também foi de 9,1%. E um indicativo importante de que a economia do país segue um novo rumo após os obstáculos impostos, principalmente, pela pandemia da Covid-19 e pela Guerra entre Rússia e Ucrânia. Os motivos são variados, um deles é o reaquecimento da economia pós-pandemia. Na verdade, nem os analistas mais otimistas esperavam que a economia se aquecesse desta forma e se mantivesse assim durante tanto tempo.

Esse reaquecimento influenciou nos dados que indicam que o desemprego vem caindo, com recorde de pessoas empregadas. Neste contexto, diminuiu o número de desalentados, pessoas que desistiram de procurar emprego porque não têm esperanças de que irão o encontrar, o que ajudou a turbinar os novos postos de trabalho.

Só nos setores de comércio e serviços foram gerados 1 milhão e 300 mil postos de trabalho. Os últimos meses mostraram uma tendência no crescimento dos postos de trabalho, o que foi extremamente positivo.

Além desta boa notícia, outros fatores devem contribuir para a manutenção ou até expansão das oportunidades de trabalho. Temos a Copa do Mundo, o final de ano, eleições que juntos estimulam muito setores como: comércio, serviços, bares, restaurantes, lojas em geral, entre outros. Outro fator relevante, na esteira das notícias boas, é que além do crescimento do número de novas vagas de trabalho, a massa salarial também aumentou. Ou seja, o valor do salário médio que até então vinha caindo, cresceu. Massa salarial, neste contexto, assume relevante importância porque reflete o poder de compra do trabalhador, que, ao final, aquece a economia, que gira criando mais empregos. Este é o círculo virtuoso que espera que se mantenha. Além destes fatores, é relevante destacar os auxílios recentes concedidos pelo Governo Federal, tais como Auxílio Brasil, Auxílio Gás e Auxílio Caminhoneiro, que também ajudam a aumentar o poder de compra da população.

As grandes obras de infraestrutura geram muitos empregos diretos e indiretos. Por exemplo, quando se constrói uma usina hidroelétrica são gerados milhares de empregos, de diferentes tipos de qualificação. Este tipo de atividade estimula os empregos nas duas pontas, o que é extremamente positivo.

É por esta razão que o Governo Federal está se empenhando na liberação das concessões para ativação de grandes obras, que irão acontecer, provavelmente, no ano que vem. Após um período dificílimo, tanto para empregados quanto empregadores, os dados indicam que o cenário para o emprego está melhorando, e se manterá assim. 

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