segunda-feira, 9 março 2026
VIOLÊNCIA SEXUAL

Adolescente de 12 anos é vítima de estupros dentro de casa pelo filho de 24 anos da madrasta, em Hortolândia

Agressões sexuais teriam sido facilitadas pelo fato de vários membros da família dormirem nas mesmas camas e sofás
Por
Vagner Salustiano

A Policia Civil investiga um caso de estupros em série contra uma adolescente de 12 anos, violentada dentro de casa por um homem de 24 anos, em um condomínio de Hortolândia. Os ataques mais recentes teriam ocorrido nos últimos dias 03 e 05 de março.

O caso só foi descoberto na última quinta-feira (05), após a vítima se queixar de dores na região genital para a direção da escola estadual onde estuda, em Sumaré – que acionou imediatamente a Polícia Militar e o Conselho Tutelar da cidade.

A menina foi levada da escola para atendimento médico em uma Unidade de Saúde de Sumaré, onde recebeu os procedimentos emergenciais em casos de violência sexual.

Suspeito foi preso em flagrante e levado para a DDM de Sumaré. Foto: Vagner Salustiano/TV TODODIA

Em seguida, o suspeito foi detido em casa, os responsáveis foram chamados e todos foram conduzidos à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Sumaré.

O suspeito é filho da madrasta da menina e, segundo os próprios familiares, já havia declarado que estaria “apaixonado” pela vítima – e mesmo assim nada foi feito para afastá-lo.

As agressões sexuais teriam sido facilitadas pelo fato de vários membros da família dormirem nas mesmas camas e sofás do apartamento onde moram. O homem foi preso em flagrante e segue detido desde então, em prisão preventiva, na Cadeia Pública de Sorocaba.

Menina reclamou de dores na escola
“Esse caso chegou para nós por meio da escola, que por sua vez acionou a Polícia Militar, relatando que uma adolescente de 12 anos estaria sendo continuamente molestada pelo meio-irmão, de 24 anos. Estamos tomando as providências, vamos levar a adolescente no IML (Instituto Médico Legal) para fazer o exame de corpo de delito e seguir com as providências de polícia judiciária”, contou a delegada Nathalia Alves Cabral, titular da DDM.

Os exames no IML confirmaram os atos sexuais. Segundo doutora Nathalia, no entanto, as agressões sexuais eram inegáveis desde os relatos iniciais. E o pior: não seria a primeira vez que a menina é vítima de predadores sexuais.

“Pelo relato tanto da escola quanto da própria adolescente, sim, ela confirma que de madrugada o ‘meio-irmão’ a procurava para manter relações sexuais. De acordo com o adolescente, já vinha acontecendo há algum tempinho. Entretanto, essa adolescente já tinha sido vítima de estupro de vulnerável em 2024, por outro autor”, apontou a delegada.

A menina chegou a afirmar em depoimento às autoridades que vivia um “relacionamento afetivo” com o agressor – o que é expressamente proibido pelo Código Penal Brasileiro, que classifica como estupro de vulnerável qualquer ato libidinoso com menores de 14 anos.

Delegada Nathalia Alves Cabral apontou possível omissão no cuidado familiar. Foto: Vagner Salustiano/TV TODODIA

Negligência familiar é investigada
Segundo a delegada Nathalia Alves Cabral, os responsáveis pela menina também são investigados por negligência e omissão, e podem responder criminalmente. A princípio, o pai e a madrasta até mesmo duvidaram da denúncia, minimizando a gravidade da situação e reagindo agressivamente contra a menina.

“Em princípio, agora que a gente começou a conversar, eu percebi uma certa negligência da parte deles, por em tese saberem que o homem de 24 anos estava ‘apaixonado’ pela ‘meia-irmã’ de 12 e não terem tomado uma providência de, por exemplo, retirá-lo do lar comum. Se ficar comprovado que que eles foram coniventes, omissos nessa situação, eles respondem também por estupro de vulnerável por omissão”, contou a delegada.

Por tudo isso, ainda na quinta-feira, o Conselho Tutelar de Sumaré decidiu por abrigar a adolescente em uma instituição, retirando-a do convívio do restante da família e protegendo-a de novas agressões, mesmo após a resistência dos responsáveis.

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