
Uma adolescente de 15 anos, uma das sobreviventes do acidente de trânsito ocorrido na madrugada do dia 17, no Jardim Ipiranga, em Americana, recebeu alta hospitalar na manhã desta segunda-feira (23). A jovem retornou para casa e seguirá em recuperação junto à família.
Após período de acompanhamento da equipe médica e multiprofissional do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, a adolescente apresentou evolução clínica. Durante a internação, passou por cirurgia para retirada do baço e tratou uma perfuração no pulmão. Depois de deixar a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e permanecer em observação na Ala 3, o quadro foi considerado estável para a alta.
Relato da família
Em entrevista à TV TODODIA, o pai da jovem, Joel Vinícius Andrade Knupp, afirmou que a filha relatou detalhes do trajeto momentos antes da colisão.
Ele criticou a conduta do motorista e afirmou que considera inadequadas manobras em alta velocidade, especialmente com o veículo ocupado por adolescentes.
Relembre o caso
O acidente ocorreu quando o grupo retornava de um bloco de Carnaval em Santa Bárbara d’Oeste. O veículo, um Vectra, colidiu contra um poste na Rua Igaratá, no Jardim Ipiranga.
Duas adolescentes de 15 anos morreram em decorrência da colisão: Maria Eduarda de Souza Almeida, que faleceu após dar entrada no hospital, e Lídia Moraes Aguiar, que morreu no dia seguinte. Ambas eram estudantes dos cursos de Administração e Recursos Humanos da Etec Polivalente de Americana.
Uma quarta ocupante do veículo, de 16 anos, sofreu ferimentos leves, foi socorrida à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) São José no dia do acidente e liberada posteriormente.
Investigação em andamento
O motorista do carro é um homem de 40 anos, pai de uma das adolescentes sobreviventes. Conforme registro policial, a filha dele deixou o local antes da chegada do resgate. No veículo estavam o motorista, a companheira, a filha e quatro amigas.
O condutor foi preso em flagrante após se recusar a realizar o teste do bafômetro, mas foi liberado em audiência de custódia. Em depoimento, afirmou que o veículo deslizou ao frear no sinal vermelho.
Ele declarou ter ingerido bebida alcoólica, descrita como suco de uva misturado com cachaça ou vodca, e negou uso de drogas, apesar da apreensão de porções de maconha no carro.
O motorista responde em liberdade por homicídio culposo, lesão corporal e porte de entorpecentes. A defesa informou que não irá se manifestar neste momento. A Polícia Civil aguarda o laudo do exame de sangue para dosagem alcoólica.





