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Assalto termina com três mortos em dia de terror em Viracopos

Quadrilha leva malotes da Brinks no aeroporto e fuga tem tiroteio, caminhões queimados, reféns e mortes

A região do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, teve um dia de pânico ontem, depois que pelo menos 20 homens fortemente armados invadiram, pela manhã, a área de cargas do aeroporto para assaltar um carro-forte da transportadora de valores Brinks. O mega-assalto ganhou ao longo do dia contornos desesperadores, com intensos tiroteios, três criminosos mortos – um deles abatido por um atirador de elite da Polícia quando fazia uma mulher e uma criança de reféns por horas durante a fuga. Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas (entre eles dois vigilantes da empresa de valores). 

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Dezenas de tiros de fuzil disparados durante o roubo ainda nas dependências do aeroporto deixaram em pânico funcionários e passageiros que estavam em Viracopos, que chegou a ser fechado para pousos e decolagens por quase meia-hora. Vídeos dramáticos nas redes sociais flagraram a ação dos bandidos. 

O grupo ainda incendiou dois caminhões na Rodovia Santos Dumont (SP-75), que passa diante da pista do aeroporto, bloqueando a estrada nos dois sentidos por mais de duas horas – entre 10h e meio-dia. 

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BLOQUEIO | Santos Dumont foi fechada nos dois sentidos por carretas incendiadas

A Polícia não revelou a quantia em dinheiro que seria embarcada do carro-forte em um voo que seguia para Europa, nem o valor levado pelos assaltantes.

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Alguns dos malotes foram localizados horas depois dentro de um caminhão da coleta de lixo, em um bairro próximo do aeroporto. Mas não foram confirmados valores, nem se são a totalidade do dinheiro levado no assalto. Ninguém foi preso. 

O ROUBO 

Os ladrões invadiram o local por volta das 9h50 em dois veículos semelhantes aos utilizados pela segurança do aeroporto. Na área de embarque de carga, que é restrita, com os pneus dos veículos já destruídos pelas barreiras de segurança instaladas no solo, o grupo disparou vários tiros de fuzis ao perceber que o carro-forte manobrava para tentar escapar do ataque. 

Dois dos seguranças foram feridos na hora, sem gravidade, segundo informações da Polícia. 

Ainda no aeroporto houve confronto entre os bandidos e policiais, sem que houvesse outros feridos e os criminosos chegaram a fugir levando ao menos dois dos malotes com dinheiro. 

Durante a ação, dezenas de tiros de armas de grosso calibre, inclusive de metralhadora antiaérea calibre ponto 50, podiam ser ouvidos, provocando pânico em quem estava nas dependências do aeroporto. 

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ASSALTO | Metralhadora ponto 50 apreendida, cartuchos e carro atingido no terminal
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Carro destruído na ação no aeroporto

A quadrilha deixou Viracopos em pelo menos três carros potentes, tomando direções diversas na tentativa de despistar o número cada vez maior de forças policiais que chegava ao local. 

Em poucos minutos, formou-se na região um verdadeiro exército de policiais federais, militares, civis e guardas municipais. 

Até que no bairro Residencial Campo Verde, na área do Vida Nova, a 13 quilômetros do aeroporto, ocorreriam ações mais violentas envolvendo a quadrilha e que durariam durante toda tarde, com pessoas sendo feitas reféns e ocorrências de confrontos e mortes. 

Equipes do GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais) de São Paulo foram enviadas para Campinas para reforçar as ações. 

Durante a fuga da quadrilha (leia texto abaixo), houve tomada de reféns, com três dos bandidos mortos. Mas o restante da quadrilha permanecia foragida até o fechamento desta matéria. 

FUGA COM REFÉNS TEM DOIS LADRÕES MORTOS 

Após fuga do aeroporto, no bairro Campo Verde, região do Vida Nova, segundo testemunhas, 12 dos assaltantes roubaram um caminhão da limpeza pública e saíram em fuga e enfrentando policiais militares e guardas municipais a tiros. 

O caminhão seria posteriormente abandonado com armamentos pesados e malotes roubados do carro-forte, com a maioria dos suspeitos conseguindo escapar. 

Mas três deles demonstraram ousadia ainda maior. Eles dominaram dois guardas municipais e roubaram uma viatura para continuarem a fuga pelo bairro, levando-os a invadir duas casas da Rua Sócrates, no mesmo bairro, onde fizeram três reféns. 

O imóvel foi cercado por policiais militares e guardas municipais. 

Houve intenso tiroteio, onde a dupla de bandidos foi morta e um major da PM acabou atingido na perna. O terceiro homem invadiu outra casa, onde seria morto por um atirador de elite (leia texto abaixo). O refém foi resgatado ileso. 

No local foram apreendidas as duas armas que os acusados tinham roubado dos guardas no momento que assaltaram a viatura.  

BANDIDO COM REFÉM É ABATIDO POR SNIPER 

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FIM DA LINHA | Policiais deixam a rua onde sequestrador foi abatido em Campinas

Durante a fuga no bairro Campo Verde, no Vida Nova, um terceiro integrantes da quadrilha invadiu outra casa, manteve uma mulher e um bebê como reféns por mais de três horas. 

Dezenas de policiais cercaram o local na tentativa que ele libertasse as reféns e se entregasse. 

Após a chegada de equipes especializadas do GATE, as negociações foram conduzidas por mais duas horas, até o momento em que o suspeito se mostrou mais agressivo e encostou a arma na cabeça da refém, que mantinha a criança no colo, dizendo que a mataria. Foi a deixa para que um atirador de elite o abatesse com um tiro na cabeça e parte da equipe que cercava a casa invadisse o local. 

A criança foi resgatada ilesa e saiu nos braços de uma policial direto para uma ambulância. A refém, de 37 anos, atingida com um tiro na região lombar, foi socorrida ao hospital e a informação ontem no final da tarde era de que o estado de saúde dela é estável. 

O comandante do GATE, coronel Luiz Augusto Pacheco Âmbar, informou que as negociações seguiam bem, até o acusado ficar agressivo e apontar a arma para a cabeça da refém, motivando o acionamento do sniper. 

Segundo a Polícia, o sequestrador e acusado de participar do roubo ao carro forte em Viracopos foi identificado como Luciano Santos Barros. Pouco antes do desfecho fatal para a ocorrência, a advogada dele veio da capital para tentar convencê-lo a se entregar. 

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