sábado, 14 fevereiro 2026
DETALHES CHOCANTES

Assassino confesso relata como matou dentista em motel e esperou a vítima morrer em Hortolândia

Vídeos mostram calheiro de 30 anos saindo com corpo de motel e circulando com carro da vítima pela região antes de queimar o corpo e o veículo
Por
Vagner Salustiano

O calheiro Nelson Henrique de Andrade, de 30 anos, morador de Sumaré, confessou à Polícia Civil que matou o dentista Marcelo Bacci Coimbra, de 64 anos, morador de Amparo, durante a madrugada de 8 de dezembro, em Hortolândia. Em depoimento, ele afirmou que empurrou a vítima, que caiu, bateu a cabeça e ficou desacordada. Em seguida, acendeu um cigarro e aguardou a morte do dentista, sem acionar socorro.

As informações constam em depoimentos e em uma série de vídeos divulgados pela Polícia Civil de São Paulo, utilizados nas investigações da Delegacia de Investigações Gerais de Campinas, que resultaram na prisão do suspeito no último domingo (21), na capital paulista.

Calheiro entrou no motel em Hortolândia dirigindo o carro do dentista, que estava ao seu lado. Reprodução: Polícia Civil

Entrada no motel e início da discussão
O primeiro vídeo divulgado mostra Nelson e Marcelo entrando em um motel no Jardim Estela, em Hortolândia, às 22h21 do dia 7 de dezembro, após frequentarem uma sauna em Campinas. Eles chegaram no veículo da vítima, um VW Nivus cinza, conduzido pelo calheiro.

Segundo o delegado Marcel Fehr, os dois se conheciam há cerca de oito anos e mantinham encontros esporádicos. Ainda conforme a investigação, ambos consumiram bebidas alcoólicas e se desentenderam já dentro do quarto do motel.

Empurrão, queda e omissão de socorro
Segundo o depoimento, Marcelo teria empurrado Nelson durante a discussão, que revidou. O dentista caiu e bateu a cabeça na quina de um móvel. Mesmo percebendo que a vítima ainda respirava por cerca de 20 a 30 minutos, Nelson não pediu ajuda. “Ele acendeu um cigarro e aguardou o Marcelo morrer”, afirmou o delegado responsável pelo caso.

Autor confesso pressionou equipe do motel para sair rapidamente do local após o crime. Reprodução: Polícia Civil

Saída forçada do motel
Após constatar a morte, Nelson colocou o corpo no veículo da vítima e forçou a saída do motel. Um segundo vídeo mostra o suspeito pressionando duas funcionárias para que abrissem o portão, chegando a segurar uma delas pelo ombro. Um terceiro registro de câmeras de segurança flagra o carro deixando o local em alta velocidade.

Dados de GPS indicam que o veículo circulou por aproximadamente nove quilômetros em Hortolândia. Durante o trajeto, o celular da vítima foi descartado.

Abandono do corpo e tentativa de ocultação
Nelson relatou que abandonou o corpo ainda na madrugada do dia 8, em uma área verde conhecida como Estrada do Mato, na região do Jardim Santa Terezinha, em Sumaré. No entanto, a tentativa de ocultação do cadáver ocorreu apenas na madrugada seguinte.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito passou todo o dia 8 circulando com o carro da vítima. Imagens mostram Nelson adquirindo combustível e um pneu em uma borracharia da Vila Soma, em Sumaré. Na madrugada de 8 para 9 de dezembro, ele retornou ao local onde o corpo havia sido deixado e ateou fogo utilizando pneus. O cadáver só foi localizado no dia 13, completamente carbonizado.

Em seguida, o suspeito levou o carro a outro ponto da mesma região e ateou fogo no veículo, aproveitando a passagem de um trem para abafar o barulho. A ação também foi registrada por câmeras de monitoramento.

Suspeito circulou por pelo menos mais um dia com o veículos VW Nivus da vítima antes de queimá-lo. Reprodução: Polícia Civil

Fuga, entrega e prisão
Após os fatos, Nelson fugiu para São Paulo. Segundo o delegado Marcel Fehr, ao perceber o avanço das investigações, sem dinheiro e pressionado pela repercussão do caso, decidiu se entregar em uma delegacia da capital. “O crime foi esclarecido em menos de uma semana. Ele se viu acuado e acabou se entregando”, afirmou o delegado. Nelson Henrique de Andrade segue preso preventivamente e deve ser indiciado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e dano qualificado.

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