
Uma ação criminosa ocorrida no último dia do ano surpreendeu por acontecer à luz do dia e pela longa permanência do bando criminoso no local do crime.
Era por volta das 07h da manhã, quando o funcionário da casa, identificado como Eliseu, foi rendido pelos bandidos ao colocar o cachorrinho da família no jardim. Ele percebeu haver dois homens escondidos atrás de vasos do jardim, que imediatamente correram em sua direção apontando armas para sua cabeça.
“Onde está o cofre? Onde está o cofre”, teria perguntado um dos bandidos. “Moço, aqui não tem cofre, não. Eu não conheço nada disso.”, teria respondido Eliseu.
Ao ser questionado sobre quem mais estaria presente na residência, o funcionário confirmou que seu patrão estava dormindo no quarto. Então, sob a mira da arma, o funcionário do obrigado a levar os criminosos até o quarto onde o proprietário do imóvel dormia.
Um elemento teria ficado o tempo todo na frente da casa, falando ao celular com um comparsa que passava todos os detalhes do interior da residência e dos moradores. Diferenciando para os outros bandidos quem seria o patrão e quem era funcionário.
Sob ameaças constantes, o patrão foi obrigado a revelar a posição do cofre e a entregar os valores em dólares guardados. “Tem mais cofre”, teria dito um dos bandidos. “Mas está vazio”, disse a vítima, que foi ameaçada a ser jogada amarrada na piscina.
Diante do nervosismo da vítima, que não conseguia abrir o segundo cofre, um dos meliantes chegou a sair da casa para buscar um pé-de-cabra para arrombar o cofre.
Ainda de acordo com o informado pela vítima no local, este indivíduo teria informações detalhadas e mencionou haver a existência de um terceiro cofre na casa, onde foram encontradas uma certa quantia em euros.
As vítimas permaneceram amarradas, sob a mira de uma arma durante todo o tempo, dentro do escritório da casa, e tiveram seus relógios, celulares, e dinheiro levados. Além disso, aparelhos televisores, um instrumento musical centenário (um banjo pretendente ao avô falecido da vítima), e um veículo Volvo XC40 de cor azul foram roubados.
De acordo com o informado pelo caseiro, os indivíduos vestiram moletom escuro, capuz e tinham muitos detalhes sobre os moradores e a rotina da casa.
Segundo uma das vítimas, nenhum mal maior aconteceu. E após duas horas que os criminosos estavam no local, eles partiram, foi quando ele conseguiu se livrar das amarras, pular a janela do escritório, buscar um telefone e chamar a polícia militar que atendeu imediatamente a ocorrência.
Este seria o segundo assalto sofrido em um ano.
A perícia da Polícia Científica esteve no local atrás de evidências que poderiam ter sido deixadas pelo bando e a ocorrência foi apresentada no Plantão Policial.