segunda-feira, 9 fevereiro 2026
FLAGRANTE

Comerciante é preso após agredir policial militar com soco no rosto no Parque da Liberdade, em Americana

Ocorrência começou como um desentendimento entre ex-casal; indivíduo acumulou quatro crimes na ficha policial e teve prisão preventiva solicitada
Por
Cristiani Azanha

Um comerciante de 31 anos foi preso em flagrante na noite de domingo (8), no Parque da Liberdade, em Americana, após desacatar ordens policiais e agredir um agente com um soco no rosto durante uma abordagem, na Rua Serra do Ouricuri.

Segundo o registro da ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pelo Copom por volta das 21h10 para atender a um chamado de desinteligência. A solicitante informou que seu ex-companheiro estava no portão de sua residência, importunando-a.

A escalada da violência
Ao chegarem ao local, os policiais abordaram o suspeito e ordenaram que ele levantasse a camiseta para verificar a possível posse de armas ou objetos ilícitos. O comerciante desobedeceu à ordem e começou a se exaltar.

No momento em que um soldado se aproximou para conter o homem, foi surpreendido com um soco na região do maxilar. Diante da agressão, a equipe precisou utilizar técnicas de imobilização e força física para conter o suspeito, que continuou resistindo com socos, chutes e xingamentos contra os policiais, o que configurou também o crime de desacato.

A ex-companheira do agressor relatou aos policiais que não desejava representar criminalmente contra ele, afirmando que o objetivo do chamado era apenas cessar o incômodo. No entanto, devido à violência contra os agentes de segurança, a ocorrência prosseguiu.

Caso foi registrado no plantão policial de Americana. Foto: Arquivo/TV TODODIA

Atendimento e imagens corporais
Tanto o policial agredido quanto o indiciado foram encaminhados à UPA Dona Rosa. O PM apresentou inchaço no maxilar decorrente do soco. O autor, que sofreu ferimentos durante a contenção, passou por sutura no supercílio e exames de raio-X, que não constataram fraturas.

Na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Americana, a autoridade policial, Dr. Eduardo Salge F. Cunha, ratificou a prisão em flagrante. A decisão foi fundamentada não apenas nos depoimentos, mas também na “certeza visual do delito” provida pelas câmeras corporais (bodycams) dos policiais, que registraram a resistência e a agressão.

Antecedentes e pedido de preventiva
Durante a verificação de antecedentes, constatou-se que o comerciante já era investigado em outro inquérito recente (janeiro de 2025) pelo crime de roubo, no qual teria alegado cometer o ato sob efeito de álcool e cocaína.

Diante da gravidade dos fatos, o delegado representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, com as acusações de lesão corporal dolosa contra o policial, resistência, desobediência e desacato.

O indiciado permanece detido até a audiência de custódia.

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