Um comerciante de 31 anos foi preso em flagrante na noite de domingo (8), no Parque da Liberdade, em Americana, após desacatar ordens policiais e agredir um agente com um soco no rosto durante uma abordagem, na Rua Serra do Ouricuri.
Segundo o registro da ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pelo Copom por volta das 21h10 para atender a um chamado de desinteligência. A solicitante informou que seu ex-companheiro estava no portão de sua residência, importunando-a.
A escalada da violência
Ao chegarem ao local, os policiais abordaram o suspeito e ordenaram que ele levantasse a camiseta para verificar a possível posse de armas ou objetos ilícitos. O comerciante desobedeceu à ordem e começou a se exaltar.
No momento em que um soldado se aproximou para conter o homem, foi surpreendido com um soco na região do maxilar. Diante da agressão, a equipe precisou utilizar técnicas de imobilização e força física para conter o suspeito, que continuou resistindo com socos, chutes e xingamentos contra os policiais, o que configurou também o crime de desacato.
A ex-companheira do agressor relatou aos policiais que não desejava representar criminalmente contra ele, afirmando que o objetivo do chamado era apenas cessar o incômodo. No entanto, devido à violência contra os agentes de segurança, a ocorrência prosseguiu.

Atendimento e imagens corporais
Tanto o policial agredido quanto o indiciado foram encaminhados à UPA Dona Rosa. O PM apresentou inchaço no maxilar decorrente do soco. O autor, que sofreu ferimentos durante a contenção, passou por sutura no supercílio e exames de raio-X, que não constataram fraturas.
Na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Americana, a autoridade policial, Dr. Eduardo Salge F. Cunha, ratificou a prisão em flagrante. A decisão foi fundamentada não apenas nos depoimentos, mas também na “certeza visual do delito” provida pelas câmeras corporais (bodycams) dos policiais, que registraram a resistência e a agressão.
Antecedentes e pedido de preventiva
Durante a verificação de antecedentes, constatou-se que o comerciante já era investigado em outro inquérito recente (janeiro de 2025) pelo crime de roubo, no qual teria alegado cometer o ato sob efeito de álcool e cocaína.
Diante da gravidade dos fatos, o delegado representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, com as acusações de lesão corporal dolosa contra o policial, resistência, desobediência e desacato.
O indiciado permanece detido até a audiência de custódia.





