Um homem de 46 anos foi preso em flagrante na tarde desta sexta-feira (6) pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Sumaré, suspeito de manter a própria companheira e a filha dela, de 7 anos, em cárcere privado. Segundo a Polícia Civil, o caso ocorreu em um casebre localizado na área verde entre o Jardim São Roque e o Ribeirão Quilombo, na região central da cidade, com referência próxima à Rua Guilherme Muller.
Além do cárcere privado, o suspeito também foi flagrado com uma arma sem registro, que estava escondida na residência, de acordo com a delegada titular da DDM, Nathalia Alves Cabral.
Segundo a delegada, o caso começou quando uma mulher na faixa dos 40 anos chegou à delegacia especializada com a criança e familiares, após conseguir fugir. “Chegou uma mulher desesperada com uma criança lá na DDM e dois familiares falando que ela estava em cárcere privado, que o homem tinha uma arma e que ela aproveitou o fato dele ter passado mal e ter sido hospitalizado para fugir e pedir ajuda para esses familiares”, afirmou.

Casebre em área de ocupação
Ainda conforme a delegada, a equipe foi até o local indicado, uma habitação improvisada em área de ocupação irregular, em um barranco abaixo da linha férrea que corta o município. “É um local muito ermo. Não tem nem como chegar (com um veículo), porque a casa não tem endereço, não tem CEP, tem pontos de referência – mas enfim, nós chegamos no local, é área de invasão. E de fato encontramos a arma, uma arma adulterada”, relatou.
Prisão na UPA Macarenko
Após a confirmação da existência da arma, a equipe se deslocou até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24h do Jardim Macarenko, onde o homem estava internado. “Nos dirigimos à UPA Macarenko, onde efetuamos a prisão dele. (O homem) inclusive já teve alta. Ele já foi preso e agora nós estamos terminando essa ocorrência, com natureza de cárcere privado, ameaça e estatuto do desarmamento, o artigo 16 – que é porte de arma adulterada”, completou a delegada.
O suspeito foi encaminhado à Cadeia Pública de Sumaré antes de ser apresentado à Justiça. Mãe e filha devem ficar na casa de parentes. “São pessoas muito boas, inclusive, que estão apoiando, que deram essa força para ela finalmente conseguir denunciar. Fiquei feliz de conhecê-los e eles vão prestar esse suporte”, finalizou Nathalia Alves Cabral.
A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da DDM.

Canais de ajuda e denúncia
Em situações de risco ou violência contra mulheres, meninas ou crianças, é possível acionar a PM (Polícia Militar) pelo 190 e a Central de Atendimento à Mulher pelo 180, ambos com atendimento 24 horas.
Informações que possam auxiliar investigações podem ser repassadas de forma anônima ao Disque Denúncia 181 ou à Polícia Civil pelo 197.





