A Polícia Civil de Piracicaba abriu uma nova linha de investigação para apurar as circunstâncias do incêndio que matou três pessoas da mesma família, além de um cachorro e um gato, no bairro Água Branca, no último domingo (21). Embora a perícia inicial aponte para um acidente doméstico, depoimentos colhidos nesta segunda-feira (22) levantaram a possibilidade de o fogo ter sido provocado de forma intencional.
As vítimas fatais foram identificadas como Lineu Peixoto dos Santos Júnior, de 47 anos, Thaís Fernanda de Oliveira Matias, de 41, e Maria Eduarda de Oliveira Corder, de 18 anos.
Perícia inicial indicou acidente
Segundo informações da Polícia Civil, a primeira análise técnica apontou que o incêndio teve início na varanda do imóvel, onde havia acúmulo de roupas, livros e uma lamparina. A hipótese inicial era de que o fogo teria se espalhado a partir desse ponto e que as vítimas morreram por asfixia enquanto dormiam, após retornarem de uma festa.
O local foi isolado e o edifício permanece interditado pela Defesa Civil para avaliação estrutural e segurança dos moradores.

Depoimentos mudam rumo da investigação
Durante a manhã desta segunda-feira, a polícia colheu novos depoimentos de vizinhos, que relataram ter ouvido discussões acaloradas entre o casal horas antes do incêndio. Os relatos contradizem a versão inicial de que todos estariam dormindo no momento em que o fogo começou.
De acordo com o delegado José Donizeti de Melo, responsável pelo caso, há informações sobre desentendimentos anteriores entre o casal, incluindo registros de ameaças. “Já existem fatos anteriores de ameaça entre os dois, inclusive numa dessas ocasiões, um ameaçou tocar fogo no apartamento com o outro dentro”, afirmou o delegado.
Hipóteses seguem em apuração
Além dos depoimentos, a Polícia Civil analisa gravações feitas por moradores da região, que registraram pedidos de socorro durante o incêndio. O material poderá auxiliar na reconstrução da dinâmica dos fatos.
O inquérito segue com duas linhas principais de investigação: acidente doméstico provocado por falha no uso da lamparina ou incêndio criminoso seguido de morte. Novos laudos periciais e oitivas devem ser realizados nos próximos dias para esclarecer as circunstâncias da tragédia.





