quinta-feira, 29 janeiro 2026
ALERTA NO SISTEMA PRISIONAL

Facções criminosas utilizam drones para monitorar prisões

Os voos são ilegais e colocam agentes de segurança em risco constante
Por
Nathalia Tetzner

O uso de drones para mapear unidades prisionais acendeu o alerta máximo na segurança pública. Além de ilegais, esses voos colocam a vida dos policiais penais em risco. 

Monitoramento e envio de insumos
Quem trouxe os detalhes dessa crise interna é o presidente do Sindpenal (Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo), Antonio Pereira Ramos.

“Drones são ferramentas cruciais no combate ao contrabando de itens como serras e facas. Eles ampliam a capacidade de vigilância, permitindo que o sistema penitenciário esteja preparado para lidar com todo tipo de situação adversa”, afirma Ramos.

Vigia constante
O que parece cena de filme é a nova realidade enfrentada pelos agentes penitenciários da região.O presidente do sindicato explicou como a prática ilegal coloca o sistema prisional em situação de extrema vulnerabilidade.

As armas anti-drones são consideradas ideias para o combate à prática ilegal. Foto: Sindpenal

“Tais práticas prejudicam o sistema, pois introduzem materiais que comprometem a ordem; por isso, nossa atuação deve ser rigorosa e pautada estritamente dentro do que manda a legislação”, comenta o presidente.

Falta de aparelhos
A solução existe, mas não chega para todos. Antonio Pereira Ramos destacou que as armas anti-drones são ideais para derrubar os invasores. 

O entrave é a baixa disponibilidade. Faltam aparelhos para cobrir o total de presídios do estado.

“Atualmente, o recurso mais crítico para o enfrentamento de ilícitos é o combate aos drones. Embora a SAP possua essas aeronaves, dispomos de pouquíssimas armas anti-drones, o que gera uma vulnerabilidade tecnológica e dificulta consideravelmente o trabalho operacional dos agentes”, explica Ramos.

Necessidades do sistema prisional
A segurança do sistema prisional exige uma resposta imediata que combine força humana e tecnologia de ponta. 

O presidente do Sindpenal enfatizou que, sem a contratação urgente de novos agentes para reforçar a vigilância e a aquisição em massa de armas anti-drones, as muralhas continuarão vulneráveis ao monitoramento constante das facções.

“Sobre a questão do efetivo, a contratação de novos funcionários é o ponto de partida para qualquer melhoria real. Estamos expondo essa necessidade de forma clara para que a gestão assuma sua responsabilidade e tome as devidas providências”, ressalta Antonio Pereira Ramos.

Sem reforço no efetivo e equipamentos de bloqueio em todas as unidades, a sensação de vigilância constante sobre os agentes permanece, criando um abismo perigoso entre a ousadia do crime organizado e a capacidade de defesa do Estado.

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