
Um homem de 49 anos foi preso em flagrante por maus-tratos a um cachorro na tarde de sexta-feira (6), em Rio das Pedras, na Região Metropolitana de Piracicaba. A ocorrência foi registrada pela Guarda Civil Municipal após denúncia envolvendo as condições em que o animal era mantido em uma residência no bairro Cambará.
A equipe foi acionada por volta das 14h por servidores da Prefeitura, incluindo profissionais da Secretaria de Saúde, Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica e Defesa Civil, que receberam denúncia de possível situação de maus-tratos. O caso ocorreu em um imóvel localizado na rua Ana Negri Gramani.
Condições precárias e sinais de abandono
No local, os agentes constataram que o cão apresentava diversas condições preocupantes de saúde. Um médico veterinário da prefeitura foi acionado para avaliar o animal e verificou a presença de muitos ectoparasitas, como carrapatos, além de baixo escore corporal, indicando magreza acentuada. As mucosas do animal também apresentavam aspecto pálido.
O ambiente onde o cachorro vivia foi considerado insalubre. Segundo a avaliação técnica, o local estava com forte odor, grande quantidade de fezes acumuladas por vários dias, pouca água limpa disponível e alimentação inadequada, composta apenas por arroz e pães mofados. Embora houvesse um abrigo contra chuva e sol, as condições gerais eram precárias e impróprias para a permanência do animal.
Diante da situação, foram realizados exames complementares para verificar o estado clínico do cão e confirmar os indícios de maus-tratos.
Prisão em flagrante
A Guarda Civil entrou em contato com a autoridade policial, que determinou o acionamento da perícia criminal para análise do local. Após a constatação das irregularidades, os patrulheiros deram voz de prisão em flagrante ao tutor do animal.
O homem foi conduzido inicialmente ao Pronto-Socorro Municipal para exames de rotina e, em seguida, levado ao Distrito Policial de Rio das Pedras.
A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante com base na Lei 9.605/98, que trata dos crimes ambientais. O suspeito foi enquadrado no artigo 32, que prevê punição para quem pratica ato de abuso, maus-tratos, fere ou mutila animais. Ele permanece à disposição da Justiça.





