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Megaoperação contra jogos de azar tem cinco policiais presos

Ao todo, dez acusados de corrupção e lavagem são presos e R$ 210 mil, apreendidos em Americana e Santa Bárbara

Dez pessoas – entre as quais três cabos da PM (Polícia Militar) com mais de dez anos de trabalho e dois policiais civis com mais de 20 anos de atuação – foram presas ontem, em Santa Bárbara d’Oeste e Americana, acusadas de pertencer a uma organização criminosa ligada a corrupção e lavagem de dinheiro, por meio de exploração de jogos de azar em casas de bingo. Na casa de um dos acusados foram apreendidos R$ 210 mil em dinheiro. Os nomes dos presos não foram divulgados porque o caso corre em segredo de Justiça. 

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Uma megaoperação policial, batizada de “Operação Bellagio”, foi desenvolvida pelas Corregedorias das Polícias Militar e Civil e pelo MP (Mistério Público) para o cumprimento de dez mandados de prisão e 20 de busca e apreensão. 

Segundo a Polícia, a investigação começou há cerca de um ano, após denúncias recebidas pela Corregedoria da PM. 

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O trabalho envolveu a Corregedoria da Polícia Civil e o MP após descobertas de que havia suspeitos civis, tanto do setor público, como são os casos dos policiais civis, e públicos, donos e gerentes de casas de jogos, envolvidos na organização. As primeiras informações dão conta que um ex-policial militar, expulso da corporação e atualmente gerente em uma casa de jogos, que também está entre os presos, se encarregava de cooptar PMs para atuarem como “seguranças” nas casas de jogos ilegais. 

Os três policiais militares receberiam entre R$ 50,00 e R$ 100,00 por dia de trabalho, chegando assim a valores entre R$ 1.500,00 e R$ 3.000,00 mensais. 

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A investigação não descarta valores ainda maiores, neste ao menos um ano de atividades, pois é possível o envolvimento de mais PMs na atividade do “bico” ilegal. 

Os dois policiais civis, segundo a investigação, receberiam entre R$ 1 mil e R$ 2 mil mensais para que não dessem andamento em eventuais investigações contra as chamadas casas de jogos de azar envolvidas no esquema de corrupção e lavagem de dinheiro. 

Entre os civis que foram presos e que não são ligados ao serviço público estão, segundo as investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MP, as três principais lideranças de todo esquema, um homem e duas mulheres, que são donos de bingos. 

Um dos presos é pai de uma das mulheres, que igualmente está presa, sob acusação de participar da organização criminosa. Segundo os investigadores, a maior quantia dos R$ 210 mil apreendidos estava na casa de um desses suspeitos, em Americana. 

VILA DAINESE 

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BINGO | Em imóvel na “divisa” de Americana e SBO foram apreendidos objetos de jogo

Um dos principais alvos de busca e apreensão foi uma casa de bingo, na Vila Dainese, em área de muita movimentação comercial, no limite entre Santa Bárbara e Americana. No local, que estava fechado quando as equipes de policiais e promotores do MP chegaram, foi apreendido farto material provando que lá houve recentemente atividades de jogos. 

Os representantes do Gaeco e das Polícias Militar e Civil revelaram em entrevista, nesta segunda-feira (4), na sede do MP de Piracicaba que, embora não fosse o principal foco da operação, houve ainda apreensões de mais de 100 munições e de uma quantidade não revelada de entorpecentes e isso deve ampliar as investigações para possíveis outros crimes praticados por alguns dos suspeitos presos. 

A OPERAÇÃO

A Operação recebeu o nome de “Bellagio” em alusão a um luxuoso hotel e casino localizado em Las Vegas, nos Estados Unidos. Nela foram empenhados 10 promotores de Justiça, aproximadamente 200 PMs, em 40 viaturas, dois delegados da Corregedoria da Polícia Civil e quatro policiais civis, em três viaturas da corporação. 

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