
Uma mulher foi presa em Piracicaba, nesta segunda-feira (9), suspeita de extorsão após simular situações de sequestro, cárcere privado e violência sexual para obter vantagens financeiras de uma amiga que mora em Portugal.
Denúncia internacional
O caso veio à tona após uma denúncia feita por telefone, no dia 23 de janeiro, por uma das vítimas que mora em Portugal. A mulher relatou que uma amiga, moradora de Piracicaba, estaria sendo mantida em cárcere privado, sofrendo tortura e violência sexual.
De acordo com o relato, um suposto criminoso exigia transferências bancárias e o envio de fotos íntimas como condição para libertar a vítima.
Contradições levantaram suspeitas
Após o recebimento da denúncia, equipes da Polícia Civil iniciaram as investigações para localizar a suposta vítima. Familiares que moram em Votorantim (SP) foram contatados e informaram que a mulher mantinha contato normal com a família, sem qualquer indício de que estivesse em perigo.
Abordada pelos investigadores, a mulher negou os crimes, mas apresentou versões contraditórias e resistiu em informar o próprio endereço, o que reforçou as suspeitas.
Fraude comprovada
A apuração revelou que a brasileira e a denunciante portuguesa mantinham uma amizade virtual desde 2023, baseada em vínculos religiosos. Ao longo do relacionamento, a investigada solicitava ajuda financeira alegando dificuldades pessoais.
A análise técnica do material enviado pela vítima, que reside no exterior, foi decisiva para a investigação. A mulher chegou a encaminhar fotos que simulavam um cativeiro com o objetivo de sensibilizar a amiga. As investigações apontaram que mais de R$ 3,5 mil foram transferidos diretamente para contas bancárias em nome da própria investigada.
Prisão e apreensão
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, policiais apreenderam celulares utilizados no crime e um cobertor que aparecia nas imagens do falso cativeiro. Diante das provas, a mulher confessou a autoria da extorsão.
A suspeita foi presa em cumprimento a mandado de prisão temporária e vai responder por extorsão, crime com pena prevista de quatro a dez anos de reclusão, além de multa.





