quarta-feira, 4 fevereiro 2026
EM CIDADES DO INTERIOR

Polícia Civil cumpre em Hortolândia mandados contra quadrilha que aplica golpes em empresas

Organização criminosa usava CPNJs regulares para adquirir produtos, mas não pagava; empresa teve prejuízo de R$ 90 mil
Por
Vagner Salustiano

A Polícia Civil realizou na terça-feira (03) a Operação “Primeira Impressão” para cumprir oito mandados de prisão temporária e outros 26 de busca e apreensão contra uma quadrilha suspeita de aplicar golpes contra empresas. Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado), seis investigados foram presos, enquanto dois permaneciam foragidos até o final do dia.

A operação foi conduzida pelo 4º Distrito Policial de Assis e teve como alvo um grupo suspeito de estelionato, receptação e associação criminosa contra CNPJs de cidades do interior. A apuração aponta que os criminosos utilizavam indevidamente CNPJs regulares de terceiros para adquirir produtos de forma fraudulenta de outras empresas.

SSP-SP não detalhou quais mandados foram cumpridos em Hortolândia. Foto: Polícia Civil de SP

Mandados e apreensões
Segundo a Polícia Civil, os mandados foram cumpridos na terça-feira nas cidades de Guariba, Motuca, Rincão, Pirassununga, Botucatu, Araras e Hortolândia. A SSP-SP informou que houve cumprimento de ordens judiciais em Hortolândia, mas não detalhou quantos mandados, em quais endereços, nem a identificação dos alvos.

A operação mobilizou 48 policiais civis e 14 viaturas. Foram apreendidos dispositivos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para o avanço das investigações, que serão periciados. Os suspeitos detidos foram encaminhados ao sistema prisional.

Operação mobilizou 48 policiais civis e 14 viaturas em diversas cidades. Foto: Polícia Civil de SP

Investigação e prejuízo
As investigações começaram após um boletim de ocorrência registrado em 27 de janeiro de 2025, envolvendo uma empresa de Assis que teve prejuízo estimado em R$ 90 mil. Segundo a Polícia Civil, o grupo realizava compras com dados empresariais legítimos, pagava uma entrada para dar aparência de legalidade e, após a entrega dos produtos, interrompia os pagamentos e bloqueava o contato com a empresa vítima.

Ainda conforme a apuração, os itens obtidos de forma fraudulenta eram entregues em municípios como Botucatu, Araras e Pirassununga. Durante o aprofundamento das diligências, a Polícia Civil identificou dez envolvidos e apontou indícios de golpes semelhantes contra outras empresas, com núcleo do grupo sediado em Guariba.

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