
A partir de uma denúncia anônima, equipes da Polícia Civil e da CPFL Paulista flagraram, na manhã de segunda-feira (26), carne imprópria para consumo e fraude na rede de energia em um açougue na Rua Almada Negreiros, esquina com a Avenida Brasil, no Jardim Amanda I, em Hortolândia.
O responsável pelo estabelecimento, um homem de 42 anos, foi preso em flagrante. Uma mulher de 41 anos também é investigada como suspeita de participação no crime de furto de energia, segundo as informações apuradas no local.
Durante a inspeção, foi constatada uma irregularidade no sistema de medição do consumo, prática conhecida como “gato”. Foi apreendido um dispositivo eletrônico artesanal usado para bloquear remotamente o medidor de energia. De acordo com a concessionária, no momento da vistoria a medição registrada foi de aproximadamente 114 amperes por fase, “indicando que vários equipamentos estavam ligados ou que havia alta demanda”.
Vigilância aponta irregularidades nas carnes
Outro problema identificado no estabelecimento foi a presença de carnes impróprias para consumo. A situação foi confirmada por agentes da Visa (Vigilância Sanitária Municipal), que encontraram carnes fora do prazo de validade, sem a rotulagem obrigatória e sem indicação de data de validade.
Segundo a fiscalização, o açougue também comercializava carnes adquiridas de forma congelada, que eram descongeladas de forma inadequada, em caixas com água, para posterior venda ao público, prática vedada pela legislação sanitária. O estabelecimento foi autuado pela Visa e toda a carne irregular, em quantidade não informada, deverá ser descartada de forma adequada.
Conforme o registro, o responsável admitiu à Polícia Civil “negligência” no manuseio das carnes, mas negou intenção. Ele foi solto após pagar fiança de um salário mínimo e vai responder em liberdade.
Investigação e orientação para denúncias
A perícia do IC (Instituto de Criminalística) foi acionada e esteve no local para constatar os fatos. O caso segue em investigação por crime contra as relações de consumo, em razão das carnes impróprias, e por furto, no caso da energia.
Em nota, a CPFL afirmou que “o furto de energia é crime previsto no Código Penal, podendo quem pratica responder por ele e ser condenado a pagar multa e reclusão que pode chegar a até quatro anos”. “Se houver fraude no medidor, pode haver enquadramento também pelo crime de estelionato”, informou a concessionária.
A empresa orienta que suspeitas de irregularidade sejam denunciadas de forma anônima pelo aplicativo CPFL Energia ou pelo site www.cpfl.com.br/fraude.

Casos recentes na região
No último dia 14, uma ação da Polícia Civil, da Polícia Municipal e da CPFL terminou com a prisão em flagrante de 15 moradores dos Condomínios Residenciais Águas de Lindóia e Águas de Santa Bárbara, na Região de Nova Veneza, em Sumaré, com indiciamento por furto de energia elétrica nos relógios de seus apartamentos, segundo as informações divulgadas na ocasião.
Já no dia 21, quatro homens foram detidos em um abatedouro clandestino de aves que funcionava em uma chácara no Jardim Nova Ângulo, em Hortolândia. Segundo o caso, dois deles foram indiciados pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Americana, e a CPFL confirmou furto de energia para manter freezers que funcionavam no local.





