A Polícia Civil, com apoio de técnicos da ANP (Agência Nacional de Petróleo), lacrou bombas e tanques e prendeu em flagrante o gerente de um posto de combustíveis na Rua Nossa Senhora do Carmo, no Jardim Minda, em Hortolândia. O estabelecimento vendia cerca de 21,8 mil litros de etanol adulterado.
O flagrante ocorreu no final da manhã de terça-feira (24), após registros de ocorrências de danos a veículos abastecidos no local, feitos por motoristas lesados junto à Polícia Civil nos últimos dias. O posto possui três bombas multicombustíveis e tanques de armazenamento subterrâneos.

Testes confirmam adulteração
Durante a operação, a equipe da ANP realizou testes químicos e verificou que o etanol hidratado dos tanques apresentava teor alcoólico de 88,8%, abaixo do padrão de 92,5% a 95,4% exigido pela legislação. Isso indica quase quatro pontos percentuais a mais de água do que o máximo permitido.
O delegado Fernando Bueno de Castro comentou o caso à Rádio Digital Pop. “Nós já tínhamos um inquérito policial instaurado, uma vítima que colocou combustível nesse posto e o carro parou de funcionar. Fizemos uma operação lá hoje no local e constatamos que o etanol estava adulterado. O gerente do posto está sendo preso em flagrante e a bomba do etanol vai ser lacrada”, resumiu.
Amostras recolhidas para análise
Foram coletadas amostras de etanol, gasolina comum e gasolina aditivada para análise laboratorial mais detalhada pela ANP. O local e as bombas passaram por perícia do Instituto de Criminalística.
A ANP lacrou os seis bicos de abastecimento de etanol, as três bombas e o tanque subterrâneo. O gerente foi levado à Cadeia Pública de Sumaré e pode responder por crime contra a ordem econômica, por comercializar combustíveis em desacordo com as normas legais. Três funcionários foram ouvidos como testemunhas na Delegacia do Município, sem antecedentes criminais. O caso segue em investigação.
Delegado orienta registro de ocorrências
Fernando Bueno de Castro destacou a importância de registrar boletins de ocorrência em casos semelhantes. “A primeira coisa é fazer o BO. A partir do BO, vai ter uma investigação, vai ter um inquérito instaurado. Se constatar irregularidades, vamos tomar as providências”, completou.





