
A adolescente de 15 anos que ficou gravemente ferida no acidente ocorrido na madrugada de terça-feira (17), no Jardim Ipiranga, em Americana, apresentou melhora no quadro clínico e recebeu alta da UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Ela permanece internada na ala 3 do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi.
De acordo com a equipe médica, a jovem está consciente, orientada e segue sob acompanhamento assistencial. Ela era a terceira adolescente que permanecia internada em estado grave após a colisão de um Vectra contra um poste na Rua Igaratá. As jovens retornavam de um bloco de Carnaval em Santa Bárbara d’Oeste.
Comoção e busca por justiça
O acidente resultou na morte de duas adolescentes de 15 anos: Lídia Moraes Aguiar e Maria Eduarda de Souza Almeida. Maria Eduarda morreu logo após dar entrada no Hospital Municipal, enquanto Lídia faleceu no dia seguinte em decorrência dos ferimentos.
O velório de Lídia, realizado na quinta-feira (19) no Cemitério da Saudade, reuniu familiares e amigos. Foram organizadas homenagens com fotos, objetos pessoais e itens relacionados ao universo Harry Potter, em referência aos interesses da adolescente.
“A Lídia e as amigas dela tinham autorização para voltar de Uber, ela tinha dinheiro. O motorista não tinha autorização para trazê-las embora. Vamos buscar nossos direitos para que isso não caia no esquecimento”, declarou. Ela também negou que as adolescentes tenham consumido álcool ou drogas. “Elas eram ótimas alunas, não tinham bebido. Elas nunca fizeram isso.”

Situação do motorista
O veículo era conduzido por um homem de 40 anos, pai de uma das sobreviventes. Conforme o registro policial, a filha dele deixou o local do acidente antes da chegada das autoridades.
O motorista foi preso em flagrante após se recusar a realizar o teste do bafômetro, mas foi liberado em audiência de custódia na quarta-feira (18). Ele responde em liberdade por homicídio culposo, lesão corporal e porte de entorpecentes, devido à apreensão de porções de maconha no veículo.
Em depoimento, o condutor afirmou que o carro deslizou ao frear no sinal vermelho. Ele declarou ter ingerido pequena quantidade de bebida alcoólica, descrita como “suco de uva misturado com cachaça ou vodca”, e negou o uso de drogas. A Polícia Civil aguarda o resultado do exame de dosagem alcoólica no sangue. A defesa informou que não irá se manifestar no momento.
As vítimas fatais eram estudantes da Etec Polivalente de Americana, onde cursavam Recursos Humanos e Administração. A instituição declarou luto oficial, mantendo o calendário escolar.





