Terça, 28 Setembro 2021

Mulheres ocupam mais vagas, mas média salarial é menor

Mulheres ocupam mais vagas, mas média salarial é menor

As mulheres representam a maior parte dos trabalhadores contratados na RMC (Região Metropolitana de Campinas) no mês passado. No entanto, a média sala
As mulheres representam a maior parte dos trabalhadores contratados na RMC (Região Metropolitana de Campinas) no mês passado. No entanto, a média salarial delas ainda é menor que a dos homens.
 
Análise realizada pelo Observatório PUC-Campinas, com base em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho, mostra que das 2.520 vagas de trabalho formalmente criadas na região durante o mês de agosto, 1.614 delas (o que equivale a 64%) foram ocupadas por mulheres. No entanto, o salário médio para essas vagas - de R$ 1.542,99 - representa cerca de 80% dos valores médios pagos aos homens contratados no mesmo período - embora em cargos diferentes.
 
Para a economista Eliane Navarro Rosandiski, responsável pelo estudo, a principal justificativa para o fato é a remuneração mais baixa às mulheres. "Embora o saldo de emprego tenha sido apenas um terço para homens, eles ocupam os melhores cargos, por isso o salário médio é 20% maior. Outra explicação (para os números do estudo) é que muitas vagas foram criadas em cargos geralmente preenchidos por mulheres, como serviços de alojamento, alimentação etc.", conclui a economista.
 
O balanço do relatório, que inclui as vagas preenchidas por homens e mulheres, revela que Campinas conseguiu o melhor desempenho da RMC em termos de emprego, com a criação de 874 novos postos de trabalho formais, seguida por Vinhedo (406) e Indaiatuba (324).
 
As cidades de Monte Mor e Paulínia apresentaram os piores resultados: queda de 118 e 305 vagas, respectivamente. Pouco mais de 87% dos cargos foram ocupados por jovens entre 18 e 24 anos.
 
Por setor de atividade, destaque para Serviços, que gerou 2.033 novas vagas, e também para o Comércio, que abriu 769 postos de trabalho.
 
A indústria de transformação, por sua vez, teve saldo negativo de 234 vagas, puxado por demissões nos segmentos têxtil e vestuário, de material elétrico e de transportes. "Essa é uma situação que preocupa, porque a indústria, em geral, apresenta os melhores níveis de remuneração", avaliou a professora.
 

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Quarta, 29 Setembro 2021

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