terça-feira, 24 março 2026
PROPOSTA DO EXECUTIVO

Câmara de Campinas aprova em 1º turno ampliação de cotas raciais em concursos públicos para 30% das vagas

Legislação atual determina reserva de 20% das vagas; nova proposta inclui indígenas e quilombolas, e terá de passar por segunda votação
Por
Guilherme Pierangeli

Os vereadores de Campinas aprovaram, em primeiro turno, um projeto do Executivo que amplia a reserva de vagas em concursos públicos e processos seletivos da administração municipal. A votação ocorreu durante a primeira Reunião Ordinária de 2026, realizada nesta segunda-feira (2).

Aumento de 20% para 30%
Atualmente, a legislação municipal prevê a destinação de 20% das vagas para pessoas pretas ou pardas. Com a proposta aprovada, o percentual total passa a ser de 30%, distribuído da seguinte forma: 25% para pessoas pretas ou pardas, 3% para indígenas e 2% para quilombolas.

Proposta terá de passar ainda pela segunda discussão na Câmara de Campinas. Foto: CMC

Segundo o texto, os percentuais incidem tanto sobre o total de vagas previstas no edital quanto sobre aquelas que venham a ser autorizadas durante o prazo de validade do concurso ou processo seletivo.

Autodeclaração
O projeto estabelece que os candidatos interessados nas vagas reservadas deverão realizar autodeclaração no momento da inscrição, seguindo os critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do deferimento ou indeferimento será publicado no Diário Oficial do Município.

Para coibir irregularidades, a proposta cria mecanismos de validação das autodeclarações e assegura o direito a recurso administrativo em caso de indeferimento. Os candidatos inscritos nas cotas também concorrem simultaneamente às vagas da ampla concorrência, desde que atinjam a pontuação mínima exigida.

Validade
As novas regras valem para a administração direta e indireta, incluindo autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pelo município. Concursos já homologados não serão impactados. A vigência da norma está prevista para um período de dez anos após a publicação.

A proposta foi aprovada por 19 votos a 2.

Votaram sim (19)

  • Ailton da Farmácia (PSB)
  • Carlinhos Camelô (PSB)
  • Carmo Luiz (Republicanos)
  • Dr. Yanko (PP)
  • Edison Ribeiro (União)
  • Eduardo Magoga (Pode)
  • Fernanda Souto (PSOL)
  • Filipe Marchesi (PSB)
  • Guida Calixto (PT)
  • Gustavo Petta (PCdoB)
  • Higor Diego (Republicanos)
  • Luis Yabiku (Republicanos)
  • Mariana Conti (PSOL)
  • Marrom Cunha (MDB)
  • Otto Alejandro (PL)
  • Paolla Miguel (PT)
  • Roberto Alves (Republicanos)
  • Rodrigo Farmadic (União)
  • Wagner Romão (PT)

    Votaram não (2)
  • Marcelo Silva (PP)
  • Nelson Hossri (PSD)

    Ausentes (11)
  • Arnaldo Salvetti (MDB)
  • Benê Lima (PL)
  • Débora Palermo (PL)
  • Guilherme Teixeira (PL)
  • Hebert Ganem (Pode)
  • Mineiro do Espetinho (Pode)
  • Nick Schneider (PL)
  • Paulo Haddad (PSD)
  • Permínio Monteiro (PSB)
  • Vini Oliveira (Cidadania)

    Presidente (não vota)
  • Luiz Rossini (Republicanos)

    Agora o projeto voltará a pauta para ser votado em segunda discussão, e caso aprovado, seguirá para sanção do prefeito Dário Saadi.
Receba as notícias do Todo Dia no seu e-mail
Captcha obrigatório

Veja Também

Veja Também