
O Tribunal do Júri do Fórum de Hortolândia absolveu, na última quinta-feira (12), Cirlene Nunes da Silva, de 33 anos, que era acusada de tentativa de homicídio qualificado contra uma vizinha. O caso aconteceu em outubro de 2023, no Jardim Boa Esperança.
O resultado do julgamento teve consenso ao final dos debates. O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) requereu a absolvição da ré quanto à tentativa de homicídio, apontando ausência de provas suficientes para sustentar condenação pelas qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. A defesa sustentou legítima defesa e, de forma subsidiária, pediu a desclassificação para lesão corporal leve ou a absolvição por falta de provas. Em plenário, Cirlene manteve a versão de que agiu para se defender, e o Conselho de Sentença acolheu os argumentos, resultando na absolvição.
Relembre o caso
A ocorrência foi registrada na tarde de 15 de outubro de 2023, na Rua do Canário. Segundo a denúncia, a PM (Polícia Militar) foi acionada para uma agressão e encontrou a vítima, então com 25 anos, ferida nas costas. Ela foi socorrida pela mãe e levada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde recebeu atendimento e foi liberada.
Conforme os registros, houve um desentendimento entre as duas mulheres na manhã daquele dia. A vítima relatou que Cirlene, supostamente embriagada, teria invadido a casa de uma amiga em comum, gerando uma luta corporal. Mais tarde, por volta das 15h40, ocorreu o segundo confronto. A acusação inicial apontava que Cirlene teria atingido a vítima com golpes de faca no ombro, nas costas e na nuca, enquanto ela entrava na casa de uma vizinha, e que a ação teria sido interrompida por uma testemunha, que desarmou a agressora.
Na delegacia, no flagrante, policiais relataram que Cirlene tinha arranhões no rosto e teria dito informalmente que “aguardou o momento certo” para atacar após ter sido agredida e alvo de deboche. No entanto, em juízo, prevaleceu a dúvida sobre a dinâmica exata dos fatos e a intenção de matar.
Liberdade e desfecho
Cirlene foi presa em flagrante na data do caso e denunciada pela promotora Mariana de Melo Saraiva Marangoni. Em 16 de maio de 2024, ela foi colocada em liberdade após pedidos do Ministério Público e da defesa, passando a aguardar o julgamento fora da prisão.
Com a decisão dos jurados, foi encerrado em primeira instância o processo referente à acusação de crime contra a vida. O Ministério Público informou à TV TODODIA que não vai recorrer da sentença. A defesa da ré foi procurada, mas não se manifestou até a publicação da matéria.





