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Excesso de celular

Uso inadequado do aparelho causa danos desde os olhos até a mente

Os celulares surgiram para facilitar a comunicação e, de certa forma, aproximar as pessoas. Na prática, porém, já não são poucos os estudos que apontam os efeitos nocivos do uso exagerado do aparelho, com consequências físicas e psicológicas para quem não larga do telefone.

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Tudo começa pelos olhos, e em cima disso o presidente do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, desenvolveu uma pesquisa com 814 participantes de 25 a 65 anos, mostrando que praticamente três em cada dez pessoas levam o celular à noite para a cama, atrapalhando o sono.

“Tanto o aparelho como o sol projetam luz azul. Por isso, o celular engana nosso cérebro fazendo pensar que é dia e nos faz perder o sono, independente do horário”, afirma Queiroz Neto, que também é membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia). “Esta luz e a diminuição do número de piscadas que cai de 20 vezes por minuto para 6 a 7 vezes, provocam o olho seco evaporativo”, completa.

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Essa anomalia provoca a síndrome da visão de computador. “Os sintomas são cansaço visual, vermelhidão, visão turva e dor de cabeça”, diz o oftalmologista.

Não é apenas por onde entra a luz que o corpo sente os efeitos do uso intensivo do celular. A dependência do smartphone provoca ansiedade, depressão, isolamento do mundo, entre outros danos físicos e também mentais para o indivíduo.

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O psicólogo Yuri Busin, que é doutor em neurociência do comportamento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, afirma que é importante controlar o uso. “Delimite melhor as horas e o que deseja do celular. Saia sem ele algumas vezes, lembre-se sempre que é uma ótima ferramenta, mas que você deve dominá-la e não o inverso”, afirma o especialista. Veja o quadro abaixo:

 

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