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Santa Teresa, Rio de Janeiro

Encarapitado em uma colina no centro da cidade, bairro é cheio de história, cultura e gastronomia

Folhapress | Divulgação

Do alto de Santa Teresa, você vê o Rio. Só a parte boa: o barulho, a poluição e o pandemônio urbano não chegam àqueles morros. Santa Teresa e Rio são dois destinos distintos. Em Santa, não há praia. Tranquilidade há de sobra.

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O bairro parece ter sido congelado no tempo do bonde elétrico, que ainda circula pelas suas ruas estreitas – muitas delas, calçadas com paralelepípedos.

Falando em calçadas, elas quase não existem por lá. Pedestres, carros, ônibus, motos e bondes compartilham a rua. Por isso, todos andam devagar e com atenção.

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Caminhar é o programa em Santa Teresa. Esqueça o chinelo de praia e traga tênis confortáveis. Pratique um pouco de step na academia, porque você vai exercitar as panturrilhas naquelas ladeiras. E contrate um guia.O bairro é um museu a céu aberto, mas não tem placas para explicar as histórias.

Pedro Duarte começa o seu “walking tour” – nomes em inglês são inevitáveis, pois Santa recebe muitos turistas estrangeiros- no hotel em que estou. O lugar se chama, veja só, Santa Teresa Hotel.

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O casarão do hotel nasceu como sede de uma fazenda de café, no século retrasado. A recepção ainda conserva um trecho da parede original, feita com argamassa de óleo de baleia – a pesca do cetáceo era uma atividade importante no Rio de Janeiro.

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Até o início deste século, a construção abrigou um hotel para descasados. As pessoas que se separavam não eram bem-quistas pela sociedade, mas precisavam de um lugar para morar. Sobravam as pensões baratas e precárias.

Outras opções de hospedagem são o Mama Shelter, com decoração moderna e restaurante/bar animado, e o Discovery Suites, hotel-boutique situado no largo do Guimarães, o ponto nevrálgico de Santa Teresa.

Vejo o casarão de Carmen Miranda, o solar da família tal e as mansões erguidas por aristocratas para fugir do ar pestilento da cidade baixa.

O passeio prossegue até a escadaria Selarón, decorada com azulejos pelo artista chileno Jorge Selarón (1947-2013). Seus degraus levam até a Lapa, lá embaixo. Nós não descemos. Vamos pegar o bondinho para subir de volta. Ufa.

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A linha do bonde já chegou ao sopé do Corcovado, mas atualmente para antes, no morro dos Prazeres, bem na entrada da favela. É alto. É estranhamente bonito. É uma lembrança de que ainda estamos no Rio de Janeiro.

Apesar de encarapitado no centro do Rio de Janeiro, Santa Teresa é um passeio de fim de semana para os cariocas atrás de sossego e boa comida.

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