Domingo, 26 Junho 2022

'Acho que Bolsonaro nem dormiu', diz Lula

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'Acho que Bolsonaro nem dormiu', diz Lula

A pesquisa apontou que o ex-presidente tem 21 pontos percentuais de vantagem sobre Bolsonaro e lidera a disputa presidencial com 48% das intenções de voto no primeiro turno 

Votos | Lula lidera com folga pesquisa Datafolha (Foto: Arquivo Tododia)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou o resultado da pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (26) e afirmou, em tom de ironia, que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não deve ter dormido.

"E vocês viram a pesquisa ontem. Eu imagino, Alckmin, que o Bolsonaro não dormiu ontem à noite. Imagino que ele falou 'que desgraça esse Lula. Que desgraça esse Lula tem? A gente faz fake news contra ele todo o dia, mente todos os dias'", disse o petista.

A pesquisa apontou que o ex-presidente tem 21 pontos percentuais de vantagem sobre Bolsonaro e lidera a disputa presidencial com 48% das intenções de voto no primeiro turno, ante 27% do principal adversário.
No segundo turno, Lula marca 58% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro chega a 33%, ainda segundo pesquisa Datafolha. Lula participou de evento com representantes de movimentos sociais e populares nesta sexta (27), em São Paulo.

Nele, Lula criticou Bolsonaro, afirmou que os movimentos sociais devem cobrar os governos e voltou a atacar a responsabilidade fiscal.

"É preciso inverter. Em vez de discutir responsabilidade fiscal para garantir dinheiro ao banqueiro, temos que discutir responsabilidade social para pagar a dívida que temos com o povo trabalhador", disse. Lula criticou ainda a inflação, o preço da gasolina e se colocou contra privatizações. "Não adianta o presidente ficar jogando a culpa na Petrobras, na guerra da Ucrânia. O preço do combustível e metade da inflação deste país é única e exclusivamente da responsabilidade de um desgoverno que temos neste país. E que agora quer privatizar tudo o que este país construiu em nome do povo brasileiro".

Ainda em sua fala, Lula afirmou que, em um eventual governo, irá "acabar com essa história de garimpo ilegal em terras indígenas". O petista também afirmou que o processo eleitoral não será fácil e que não estão enfrentando um adversário, mas sim "alguém que é perigoso, com comportamento que não é democrático". 

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