Domingo, 05 Dezembro 2021

Adesão à vacinação contra a gripe está abaixo de 30% em SP

Adesão à vacinação contra a gripe está abaixo de 30% em SP

Dados da Secretaria Estadual da Saúde apontam que das 5,5 milhões de pessoas do primeiro grupo prioritário elencadas para tomar a vacina até 10 de mai
Dados da Secretaria Estadual da Saúde apontam que das 5,5 milhões de pessoas do primeiro grupo prioritário elencadas para tomar a vacina até 10 de maio, até esta quinta-feira (6) apenas 1,4 milhão havia aderido à campanha –978,4 mil crianças (29,6%), 114,7 mil gestantes (26,2%), 342,9 mil profissionais da saúde (22,1%), 21,4 mil puérperas (29,9%) e 3,7 mil indígenas (63,7%).

A meta é atingir uma cobertura mínima de 90% do público-alvo, que no total é de 18,5 milhões de pessoas.

No DRS (Departamento Regional de Saúde) da Grande São Paulo, que engloba 39 municípios, entre eles a capital paulista, foram aplicados 475, 5 mil doses em crianças (29,4%), 51,6 mil em gestantes (23,6%) e 8,8 mil em puérperas (24,7%). A adesão mais baixa, de 19,6%, foi dos trabalhadores da saúde (151,1 mil). Todos os indígenas estão imunizados (1,4 mil doses aplicadas).

Para a diretora de Imunização da Secretaria Estadual da Saúde, Nubia Araújo, a pandemia concentra a atenção na imunização contra a Covid-19 e deixa a da gripe de lado.

"Fazemos um apelo aos nossos trabalhadores do SUS e dos serviços privados para que deem o exemplo e se vacinem. Também solicitamos às famílias que cuidem da vacinação das crianças e das gestantes ou das mulheres que tiveram seus bebês recentemente. Isso é um gesto de amor e cuidado", diz Araújo.

Em todo o país, 8,5% de 79,7 milhões de brasileiros estão imunizados, segundo o vacinômetro do site Localiza SUS. No total, foram aplicados 6.825.044 doses da vacina contra a gripe.

A alta de casos de Covid-19 e da taxa de ocupação de leitos da UTI também reforça o alerta para a importância da proteção contra o vírus influenza. "Com a vacinação, temos redução de hospitalização e de mortes por influenza", afirma.

Como as duas campanhas de vacinação –contra a gripe e a Covid-19–coincidem, a orientação é priorizar a vacina contra a Covid-19 e respeitar o intervalo mínimo de 14 dias entre as duas.

"O cidadão pode contribuir, mas o profissional de saúde deve fazer essa verificação. Deveriam vir primeiro os de 90, 80, 70 e 65 para cima", alerta Araújo.

"São três mantras principais: a vacina de Covid-19 é prioridade, o intervalo é de 14 dias entre a vacina de Covid-19 e influenza ou qualquer outra e não recomendamos o adiamento da vacina da Covid-19", completa.

No dia 11 de maio, começará a segunda fase da vacinação contra a gripe. Pessoas com 60 anos ou mais, além de profissionais de escolas públicas e privadas terão até 8 de junho para procurarem as unidades de saúde.

Entre 9 de junho e 9 de julho será a vez de outros grupos: pessoas com comorbidades (doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais); pessoas com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso; portuários; forças de segurança e salvamento; forças armadas; funcionários do sistema de privação de liberdade; população privada de liberdade, adolescentes e jovens em medidas socioeducativas.

A vacina é totalmente segura e não causa gripe, porque é composta apenas de fragmentos do vírus que geram a imunidade.

O imunizante deste ano é constituído por três cepas de Influenza: A/Victoria/2570/2018 (H1N1)pdm09; A/Hong Kong/2671/2019 (H3N2); e B/Washington/02/2019 (linhagem B/Victoria).

A vacina, além de proteger contra a gripe, reduz o risco de complicações respiratórias e de pneumonia. São necessárias duas semanas para que comece a fazer efeito. Por isso, a campanha acontece no outono, para oferecer proteção no inverno, quando ocorre maior circulação do vírus influenza.

A vacina contra o vírus influenza poderá ser administrada junto com outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação –exceto a da Covid-19. Ela é contraindicada para crianças menores de seis meses e pessoas com histórico de anafilaxia a doses anteriores.

Se pessoas alérgicas a ovo apresentam apenas urticária após a ingestão do alimento, não há necessidade de cuidados especiais para receber a vacina; em caso de alergias graves, é necessário que a vacina seja aplicada em locais de atendimento de urgência e emergência e sob supervisão médica.

 
 

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