Sábado, 16 Outubro 2021

Alta da cesta básica no mundo entra pelo 11º mês consecutivo em abril

Alta da cesta básica no mundo entra pelo 11º mês consecutivo em abril

Índice de Preços dos Alimentos registra maior subida mensal em seis anos; Brasil aparece em mensuração de categorias como açúcar e cereais; país é um

Índice de Preços dos Alimentos registra maior subida mensal em seis anos; Brasil aparece em mensuração de categorias como açúcar e cereais; país é um dos que aumentarão áreas plantadas de milho.

O custo dos alimentos subiu pelo 11º mês consecutivo em abril, anunciou esta quinta-feira a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, FAO.

O mês passado fechou com uma média de 120,9 pontos no Índice de Preços dos Alimentos. A subida mensal de 1,7% marca o índice mais alto desde maio de 2014, e um nível 30,8% acima do mesmo período do ano passado.

Açúcar
A categoria do açúcar lidera o aumento e a dos cereais retoma a tendência já observada na medição que todos os meses também acompanha as variações em categorias como cereais, oleaginosas e laticínios.

Em abril, o açúcar inflacionou 3,9% após uma forte queda ocorrida em março. O preço do produto esteve quase 60% acima do valor do mesmo período do ano anterior.

Entre as principais razões estão altas aquisições em meio a preocupações com restrições no abastecimento. Os receios foram provocados pelo baixo ritmo das colheitas no Brasil e danos causados pela geada na França.

O índice de preços de cereais subiu 1,2% em abril. Há preocupações com as condições das safras na Argentina, no Brasil e nos Estados Unidos que elevaram os preços do milho no mês passado em 5,7%. Os preços do trigo se mantiveram praticamente estáveis, em contraste com a queda nos preços internacionais do arroz.

Oleaginosas
Em relação aos preços de oleaginosas houve uma subida de 1,8%, impulsionada pelas altas cotações de soja, da colza e do óleo de palma. Esse fenômeno compensou a baixa verificada no valor do óleo de girassol.

Nos laticínios, a subida foi de 1,2% devido à demanda da manteiga, do leite em pó desnatado e do queijo na Ásia.

A inflação na categoria das carnes foi de 1,7% após a alta das cotações das carnes bovina e ovina com a alta procura observada no leste asiático.

A agência reviu para mais 1,7 milhão de toneladas a previsão para a produção global de cereais de 2020.

Espera-se agora quase 2,77 bilhões de toneladas, 2,1% acima dos níveis de 2019.

Trigo e milho
Para a próxima temporada há perspectivas de maior produção mundial de trigo e milho. As previsões iniciais indicam uma produção de 778,8 milhões de toneladas na safra 2021-22 pelo aumento antecipado da produção na União Europeia.

Pelo terceiro ano consecutivo pode haver um crescimento na produção global de milho.

Espera-se que mais áreas do cereal sejam plantadas no Brasil, na China, na Ucrânia e nos Estados Unidos e uma recuperação da produtividade na UE.

A FAO revisou para baixo a previsão dos estoques mundiais de cereais no período para 805 milhões de toneladas devido a baixos estoques de milho na China e nos Estados Unidos.

A quantidade representa uma queda de 2,3% em relação aos níveis iniciais.

A agência prevê ainda que a proporção global de estoque/consumo de cereais esteja em torno de 28,3%, o que corresponde a uma redução em relação aos últimos sete anos.

 

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