Quinta, 20 Janeiro 2022

Aluno que não fizer atividades pode ser reprovado, diz secretário de educação de SP

Aluno que não fizer atividades pode ser reprovado, diz secretário de educação de SP

O aluno matriculado na rede pública estadual de ensino e que deixar de entregar atividades escolares este ano poderá ser reprovado, admitiu hoje (7) o

O aluno matriculado na rede pública estadual de ensino e que deixar de entregar atividades escolares este ano poderá ser reprovado, admitiu hoje (7) o secretário estadual da Educação de São Paulo, Rossieli Soares. 

Segundo ele, nenhum aluno será reprovado por desempenho. Mas a reprovação poderá ocorrer para os alunos que não entregaram quaisquer atividades neste ano. 


“Obviamente, em um ano normal, se o aluno não alcança ou não aprende as habilidades que são esperadas, se ele não alcança a média [nota] mínima estabelecida, ele pode ser reprovado. Mas não estamos falando disso. Mesmo que o aluno tenha alguma dificuldade [este ano] ou não tenha aprendido determinada habilidade, ele poderá progredir”, disse Soares. “Contundo, os estudantes que não entregarem nenhuma atividade poderão ser retidos ainda neste ano. Mas é um percentual menor [de estudantes nessa situação]”. 

“Vamos dar opção [ao aluno] de entregar posteriormente o trabalho. O mínimo que estamos exigindo são os materiais impressos que estão acessíveis a todos os estudantes. Se a família ainda não retirou, pode retirar [esse material] na escola”, acrescentou o secretário. 

Por causa da pandemia do novo coronavírus, as aulas presenciais estavam suspensas em todo o estado paulista desde março. Desde então, as aulas das escolas estaduais aconteciam de forma remota e online, sendo transmitidas por meio do aplicativo CMSP (Centro de Mídias SP), plataforma criada pela secretaria de Educação. Ela também é transmitida por meio dos canais digitais na TV 2.2 - TV Univesp e 2.3 - TV Educação. 

Mas, a partir de hoje (7), poderão ser retomadas, de forma opcional, as aulas presenciais para estudantes do Ensino Médio, dos CEEJA (Centros de Educação de Jovens e Adultos) e da EJA (Educação de Jovens e Adultos). A medida vale para escolas municipais, estaduais e particulares, mas precisa ser autorizada pelos prefeitos. São eles que decidirão se vão seguir ou não o cronograma estabelecido pelo governo paulista. 

Desde o dia 8 de setembro, algumas escolas do estado já iniciaram as aulas de reforço ou acolhimento, depois de autorização dos prefeitos. Essas aulas só puderam ser retomadas com atividades de reforço e de recuperação e também são opcionais. 

Para os alunos do ensino fundamental de São Paulo, a previsão de retorno às aulas é somente para o dia 3 de novembro. 

A retomada das aulas presenciais acontece de forma gradual e com limite de capacidade. Nas redes privadas e municipais, a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental podem ter até 35% dos alunos por dia em atividades presenciais. Para os anos finais dos ensinos fundamental e médio, o limite máximo é 20%. Na rede estadual, só é permitido o atendimento de até 20% em todas as etapas. 


ANO LETIVO  

O secretário disse ainda que o ano letivo de 2020 e 2021 será trabalhado na rede pública estadual como um ciclo único de ensino.  A ideia é fazer a unificação em oito bimestres. 

“Essa recuperação [do aluno que teve dificuldades ou que não conseguiu aprender] será avaliada nos últimos oito bimestres, ou seja, [somando] as quatro notas do ano de 2020, mais as quatro notas do ano de 2021, criando um ciclo entre esses dois anos por conta da pandemia”, disse o secretário. 

 

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