segunda-feira, 4 março 2024
ATENÇÃO

Bairros em zona de risco em Maceió seguem em alerta máximo

Boletim mais recente da Defesa Civil mostram que o afundamento do solo continua; Nas últimas 24 horas foram registrados 11,8 cm de deslocamento
Por
Ana Flávia Defavari
Foto: Gésio Passos | Agência Brasil

Em boletim publicado neste sábado (2) às 18h, a Defesa Civil de Maceió comunicou que a velocidade de afundamento do solo é de 0,7 cm por hora. Nas últimas 24 horas foram registrados 11,8 cm de deslocamento.

O bairro de atenção é o Mutange, onde está localizada a mina número 18 da exploração de sal-gema que a Braskem realizava em Maceió. A Defesa Civil informou que ainda está em alerta máximo pelo risco de colapso iminente da mina.

“Por precaução, a recomendação é clara: a população não deve transitar na área desocupada até uma nova atualização da Defesa Civil, enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para reduzir o perigo”, reforçou o órgão.

Durante a madrugada de sábado (2), foi registrado um novo abalo sísmico de magnitude 0,98, registrado a 300 metros de profundidade. O abalo mais intenso foi registrado na noite de sexta-feira (1) mas desde o registro foi detectado uma diminuição na velocidade de afundamento do solo na mina 18 que passou a ser de 0,7 cm por hora. Durante a semana, o afundamento chegou a ser de 50 cm por dia.

A área com maior preocupação é a do antigo campo de treinamento do clube de futebol CSA, no Mutange. Foram instalados três sensores para monitoramento no local e eles continuam a apresentar alertas de movimentação do solo.

Na sexta (1), a Braskem confirmou que pode ocorrer um grande desabamento na área, mas que é possível também que a área da mina se acomode e estabilize o afundamento evitando o desastre, segundo a empresa.

Colapso
É esperado que a cavidade da mina 18 entre em colapso a qualquer momento, os bairros de maior gravidade são os de Mutange, Pinheiro e Bebedouro que já sofrem com os abalos sísmicos devido a movimentação da Mina 18.

A Prefeitura declarou estado de emergência por 180 dias em decorrência do iminente colapso. A área já está desocupada e a circulação de embarcações na região da Lagoa Mundaú está restrita. O governo federal também reconheceu o estado de emergência.

A Braskem comunica que continua mobilizada e monitora a situação tomando todas as medidas cabíveis para minimizar o impacto do afundamento e possíveis danos ambientais, ressaltando que a região está desabitada desde 2020.

“Referido monitoramento, com equipamentos de última geração, foi implementado para garantir a detecção de qualquer movimentação no solo da região e viabilizar o acompanhamento pelas autoridades e a adoção de medidas preventivas como as que estão sendo adotadas no presente momento”, disse a empresa.

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