O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou ontem que a privatização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal não estão no radar da próxima gestão federal.
“Qualquer privatização tem de se responsável. Não é jogar para cima e ficar livre. Algumas privatizações ocorrerão. Outras estratégicas, não. Banco do Brasil e Caixa Econômica não estão no nosso radar”, disse.
Na sexta-feira passada, o empresário Salim Mattar, proprietário da Localiza, foi escolhido para assumir a secretaria de privatizações do futuro Ministério da Economia de Paulo Guedes.
Ele vai comandar a Secretaria de Desestatização e Desmobilização de Bolsonaro.
Durante a campanha eleitoral, Guedes defendeu a privatização de estatais como forma de fazer caixa e reduzir o rombo das contas públicas.
Nomeado por Bolsonaro para presidir a Petrobras, o economista Roberto Castello Branco já tinha dito que a privatização da companhia “não está em questão”.
Ontem, o presidente eleito afirmou que considera difícil a aprovação de uma reforma da Previdência ainda neste ano.
Ele disse que vai oferecer uma nova proposta no início do seu mandato. Segundo o presidente eleito, a atual proposta da gestão Michel Temer é “um pouquinho agressiva para com o trabalhador”.
“Devo, sim, apresentar uma reforma da Previdência no início do meu mandato. Não essa que está no momento, que nós achamos um pouquinho agressiva para com o trabalhador”, disse.