Quinta, 26 Mai 2022

Butantan começa produzir CoronaVac

Butantan começa produzir CoronaVac

O Instituto Butantan iniciou ontem, em sua fábrica em São Paulo, a produção local da vacina CoronaVac, imunizante contra a Covid-19 desenvolvida pela

O Instituto Butantan iniciou ontem, em sua fábrica em São Paulo, a produção local da vacina CoronaVac, imunizante contra a Covid-19 desenvolvida pela fabricante chinesa Sinovac - que ainda depende de autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O anúncio foi feito pelo próprio governador do Estado, João Doria (PSDB), ao lado de outras autoridades da área da saúde, em entrevista coletiva na sede do instituto, na zona oeste da Capital.

"Para fazer a quantidade que a urgência nos impõe, a fábrica, que funcionava em escalas, passará a funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana", afirmou o governador. "Com isso, a capacidade de produção da vacina chegará a um milhão de doses por dia. Não é só São Paulo que tem pressa, é o povo brasileiro", acrescentou Doria.

O primeiro lote terá aproximadamente 300 mil doses. Até janeiro, 40 milhões de doses da vacina deverão ser produzidos no local.

No mesmo complexo do Butantan são envasados anualmente 80 milhões de doses da vacina contra a gripe, além de 13 tipos diferentes de soros que são usados na rede pública de saúde.

Segundo o governo, a CoronaVac tem composição semelhante a outros imunizantes já produzidos pelo Butantan, o que facilita e agiliza o processo de envase.

GUERRA POLÍTICA

O governo paulista havia anunciado na segunda-feira (7) que a vacinação no Estado iniciará no dia 25 de janeiro, embora isso ainda dependa da aprovação do imunizante pela Anvisa, a reguladora do setor.

O plano de vacinação apresentado pelo Ministério da Saúde no último dia 1º previa o início apenas em março.

O governo federal realizou a compra de 100 milhões de doses da vacina da Universidade de Oxford (Reino Unido) em parceria com a AstraZeneca, a primeira do mundo a publicar em uma revista científica de prestígio os resultados de eficácia, de 70%.

Doria e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), prováveis adversários nas eleições presidenciais de 2022, travam uma disputa retórica na corrida pela produção e distribuição das vacinas.

Em outubro, o presidente chegou a desautorizar o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ao dizer que não compraria a vacina da Sinovac para integração ao plano de vacinação nacional.

Pazuello acabara de anunciar a intenção de comprar a vacina paulista, mais adiantada do que aquela produzida pela AstraZeneca/Universidade de Oxford, a aposta principal do governo federal.

Nesta quinta-feira, o governador reforçou o desejo de a vacina produzida pelo Butantan ser "a vacina do Brasil" e disponibilizá-la prontamente a toda a população.

Segundo o tucano, 11 Estados e 912 municípios entraram em contato com o governo para adquirir doses da CoronaVac.

As conclusões sobre os testes de eficácia da CoronaVac, no entanto, ainda não foram divulgadas, e o pedido por registro na Anvisa ainda não foi feito.

A conclusão do ensaio de fase 3 e apresentação dos dados são pré-requisitos para a aprovação da agência.

"Por que aqui em São Paulo que já temos a vacina, a vacina do Butantan, temos que aguardar mais tempo? Por que iniciar em março se podemos iniciar em janeiro a vacinação mais eficiente?", disse o governador.

Doria disse ainda que é preciso eliminar todo discurso político e de viés ideológico da disputa pela vacina e que deseja ofertar uma "vacina segura, eficaz, com credibilidade e que permita a imunização de milhões de brasileiros".

 

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